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	<title>Instituto Lula</title>
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		<title>Brasil quer cooperação baseada em vantagens mútuas e valores compartilhados, diz Dilma na África</title>
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		<pubDate>Sat, 25 May 2013 18:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icidadaniaadmin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A presidenta Dilma Rousseff discursou neste sábado (25) em nome da América Latina durante a cerimônia de comemoração pelos 50 anos da União Africana. Dilma considerou uma &#8220;deferência&#8221; o convite de honra para discursar no Jubileu de Ouro da organização, &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/brasil-quer-cooperacao-baseada-em-vantagens-mutuas-e-valores-compartilhados-diz-dilma-na-africa/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A presidenta Dilma Rousseff discursou neste sábado (25) em nome da América Latina durante a cerimônia de comemoração pelos 50 anos da União Africana. Dilma considerou uma &#8220;deferência&#8221; o convite de honra para discursar no Jubileu de Ouro da organização, que reúne 54 estados africanos. &#8220;Eu acho que [o convite] reflete o fato e o reconhecimento da importância que o Brasil atribui à África”, disse.</p>
<p>Em sua fala, a presidenta disse que o Brasil vê o continente africano como irmão e vizinho próximo. Na véspera do evento, ela já havia dito que o Brasil procura mais do que relações comerciais com o continente. &#8220;O Brasil quer não só estabelecer relações comerciais, investir aqui, vender para o país, mas também uma cooperação no padrão Sul-Sul. O que é o padrão Sul-Sul de cooperação? É uma cooperação que não seja opressiva, que seja baseada em vantagens mútuas e valores compartilhados&#8221;.</p>
<p><strong>Renegociação de dívidas</strong><br />
Dilma teve na África uma agenda de encontros bilaterais e conversou com jornalistas. A presidenta anunciou que vai perdoar ou renegociar a dívida de 12 países africanos. Essa atitude visa destravar as relações comerciais com países que contraíram dívidas com o Brasil principalmente nos anos 70 e 80. A presidenta considerou a medida um benefício de mão dupla, já que o governo poderá agora financiar empresas brasileiras nos países africanos e promover relações comerciais que envolvam maior valor agregado.</p>
<p><strong>Afinidades profundas e de longo prazo</strong><br />
Em seu discurso na União Africana, Dilma disse que “o Brasil vê o continente africano como irmão e vizinho próximo, temos semelhanças e afinidades profundas. Mais da metade dos quase 200 milhões de brasileiros se reconhece como afrodescendentes e essa descendência é um dos veios mais ricos que conforma a nação brasileira”.</p>
<p>Nos últimos 10 anos, as relações comerciais entre Brasil e África cresceram na ordem de cinco vezes e, com a abertura de novas representações diplomáticas, o Brasil passou a ser o país da América Latina com mais embaixadas na África, 37 no total. Além disso, o Brasil já participa de projetos de cooperação técnica em 40 países do continente.</p>
<p>“O governo brasileiro assumiu liderança essencial nesse processo e hoje vemos com orgulho, cada vez mais, que as relações com o continente africano se pautam por genuíno interesse da sociedade civil brasileira e do setor privado. Nosso relacionamento é de longo prazo e tem um sentido estratégico”, afirmou a presidenta.</p>
<p><strong>Autonomia</strong><br />
&#8220;Os avanços da União Africana, como os da Unasul [União de Nações Sul-Americanas] encerram um ensinamento fundamental: quem deve resolver os problemas das nossas regiões somos nós mesmos, respeitando sempre as diferenças que porventura existem entre nós&#8221;, disse.</p>
<p>&#8220;Dilma finaliza dizendo que chegou a hora de a África escrever a sua própria história, e que o Brasil quer compartilhar esse novo momento.&#8221;</p>
<p><strong>Lula</strong><br />
Na quarta-feira, em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um seminário sobre as relações entre Brasil e África (<a href="http://www.institutolula.org/?p=3314">clique aqui para ler mais</a>). Lula é reconhecido como figura central no processo de reaproximação do Brasil com a África e elegeu a colaboração com o continente africano como um dos objetivos do instituto que leva seu nome. Sobre a viagem de Dilma a Adis Abeba ele disse: &#8220;A Dilma foi a Londres, conhece Nova York, vai em Outubro a Washington, mas tenho a convicção de que ela voltará de Adis Abeba mais africana do que eu. Quando Dilma voltar da Etiópia, o Brasil terá não um, mas dois presidentes que gostam da África&#8221;.</p>
<p>Dentro de pouco mais de um mês, será a vez do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajar à Etiópia. Nos dias 30 de junho e 1º de julho, a sede da União Africana abrigará o encontro de alto nível “Novos enfoques unificados para acabar a fome na África”, que está sendo organizado pela UA, FAO e pelo Instituto Lula.</p>
<p><strong>Leia mais em:</strong><br />
<a href="http://www.institutolula.org/uniao-africana-fao-e-instituto-lula-somam-esforcos-para-combater-a-fome-na-africa/#.UZ-4vGT72tc">União Africana, FAO e Instituto Lula somam esforços para combater a fome na África</a></p>
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		<title>Lula recebe homenagem de embaixadores africanos</title>
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		<pubDate>Sat, 25 May 2013 12:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianabor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado pelo grupo de embaixadores africanos em Brasília num jantar oferecido na residência do embaixador do Quênia, Peter Kirimi Kaberia, no dia 22. O anfitrião afirmou que Lula é considerado um grande &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/lula-recebe-homenagem-de-embaixadores-africanos/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado pelo grupo de embaixadores africanos em Brasília num jantar oferecido na residência do embaixador do Quênia, Peter Kirimi Kaberia, no dia 22. O anfitrião afirmou que Lula é considerado um grande amigo do continente africano e um parceiro central para o desenvolvimento da África. Os embaixadores cantaram “Olê, Olê, Olê, Olá, Lula, Lula”, entregaram presentes e tiraram fotografias com o ex-presidente.</p>
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		<title>Dilma reúne-se com primeiro-ministro etíope e firma quatro acordos de cooperação</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 19:42:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianabor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[União Africana]]></category>

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		<description><![CDATA[A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Etiópia Hailemariam Desalegn assinaram nesta sexta-feira (24) quatro acordos de cooperação nas áreas de serviços aéreos, educação, cooperação em ciência e tecnologia e agricultura. O acordo aéreo formaliza a estreia de um &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/dilma-reune-se-com-primeiro-ministro-etiope-e-firma-quatro-acordos-de-cooperacao/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Etiópia Hailemariam Desalegn assinaram nesta sexta-feira (24) quatro acordos de cooperação nas áreas de serviços aéreos, educação, cooperação em ciência e tecnologia e agricultura.</p>
<p><span style="color: #000000;">O acordo aéreo formaliza a estreia de um voo entre a Etiópia e o Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro), que será operado pela Ethiopian Airlines a partir de 1º de julho.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Amanhã, no Dia da África, Dilma será a primeira chefe de Estado a discursar durante a sessão programada para receber 17 governantes convidados para as comemorações do Jubileu de Ouro da União Africana, que completa 50 anos. &#8220;Eu acho uma deferência o Brasil ter sido convidado para falar em nome da nossa região nesse jubileu de ouro. Eu acho que reflete o reconhecimento da importância que o Brasil atribui à África&#8221;, declarou hoje a presidenta em Adis Abeba.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Logo mais, será a vez do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajar à Etiópia. Nos dias 30 de junho e 1º de julho, a sede da União Africana abrigará o encontro de alto nível “Novos enfoques unificados para acabar a fome na África”, que está sendo organizado pela UA, FAO e pelo Instituto Lula.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Leia mais em:</span></p>
<h1><a href="http://www.institutolula.org/uniao-africana-fao-e-instituto-lula-somam-esforcos-para-combater-a-fome-na-africa/#.UZ-4vGT72tc">União Africana, FAO e Instituto Lula somam esforços para combater a fome na África</a></h1>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>BNDES investirá em parcerias com instituições africanas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 21:19:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianabor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende aumentar a presença no continente africano por meio de parcerias com instituições locais. “Queremos ter uma postura proativa, buscando criar parcerias com instituições financeiras que operam no continente e identificar &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/bndes-investira-em-parcerias-com-instituicoes-africanas/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende aumentar a presença no continente africano por meio de parcerias com instituições locais. “Queremos ter uma postura proativa, buscando criar parcerias com instituições financeiras que operam no continente e identificar oportunidades para que elas seja um indutor de negócios para as empresas brasileiras”, afirmou Luiz Eduardo Melin, diretor internacional e de comércio exterior do banco. Ele discursou durante o seminário <em>As Relações do Brasil com a África, a Nova Fronteira do Capitalismo Global</em>, realizado no dia 22 pelo jornal Valor Econômico na Confederação Nacional das Indústrias, em Brasília.</p>
<p>Recentemente, o BNDES anunciou a criação de uma diretoria para América Latina e África. A nova pasta deve ampliar a política de concessão de crédito para empresas brasileiras que atuam no continente africano. Em 2012, os desembolsos do banco para projetos de infraestrutura na África ultrapassaram os 600 milhões de dólares, contra 460 milhões em 2011.</p>
<p>Segundo Melin, uma área prioritária do banco são projetos de produção de biocombustíveis. A instituição está firmando um contrato para financiar um estudo de viabilidade econômica para projetos de etanol no oeste africano. “Onde houver oportunidades reais, nós estaremos lá para financiar”, afirmou o diretor.</p>
<p>Melin também destacou que o aumento das trocas comerciais entre o Brasil e os países africanos – em uma década, o valor quintuplicou, alcançando os 25 bilhões de dólares em 2012 – é apenas o primeiro salto para as relações entre os dois lados do Atlântico Sul alcançarem outro patamar. “Agora precisamos melhorar a qualidade e a variedade de produtos exportados ao continente africano. Temos capacidade de ter uma presença importante não apenas no fornecimento de serviços de infraestrutura, mas também em bens de alto valor agregado, como navios, aeronaves, equipamentos de transporte caminhões e máquinas agrícolas”.</p>
<p>Para o diretor, o que mantém o empresário brasileiro ainda afastado do mercado africano não é a avaliação de risco ou a dificuldade institucional, mas a falta de informação. “Para investir, o empresário precisa conhecer o mercado, os marcos regulatórios e legais, condições de distribuição, regime de tratamento para investidor estrangeiros, etc. Essa ainda é a grande lacuna”, avalia.</p>
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		<title>Pesquisa revela: Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 20:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icidadaniaadmin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Da Agência Brasil: Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/pesquisa-revela-bolsa-familia-teve-impacto-na-queda-da-mortalidade-infantil/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Da Agência Brasil:</strong> Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.<span id="more-3328"></span>Os dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante, já que aumentou a cobertura de imunização contra doenças como sarampo e pólio. O aumento da renda das famílias beneficiadas, que ampliaram o acesso a alimentos e bens relacionados à saúde, também é citado. Esses fatores foram destacados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.</p>
<p>“O Bolsa Família melhorou a alimentação das mães. Os estudos mostram que as família se dedicam a comprar comida com esses recursos e isso já é um elemento de alteração do padrão de vida da criança. Ter acompanhamento pré-natal também contribui muito porque a criança já é cuidada antes mesmo de nascer”, disse.</p>
<p>A pesquisa aponta que o Programa Saúde da Família, que oferece atenção básica à saúde, teve papel na redução da mortalidade causada por doenças como diarreia e infecções respiratórias. A redução no número de grávidas que davam à luz sem receber atendimento pré-natal também foi registrada pela pesquisa.</p>
<p>“Os dois programas se complementam para evitar o adoecimento das crianças na primeira infância. É importante observar como uma pequena quantia de dinheiro pode ter tamanho benefício em relação à mortalidade infantil”, avaliou Maurício Barreto, mestre em saúde comunitária e titular em epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).</p>
<p>A pesquisa foi conduzida pelo mestre em saúde comunitária da UFBA, Davide Rasella, com a participação de pesquisadores da instituição. Os resultados foram publicados pela revista The Lancet, periódico científico da área de saúde, com sede no Reino Unido.</p>
<hr />
<p>Texto por Yara Aquino, repórter da Agência Brasil<br />
Edição: Denise Griesinger</p>
<p>Material publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil</p>
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		<title>Valor Econômico: Para Lula, empresário brasileiro deve &#8220;vender seu peixe&#8221; na África</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:04:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icidadaniaadmin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exortou as empresas brasileiras a &#8220;vender seu peixe&#8221; em países africanos e disse que o país deve atuar como um &#8220;mascate&#8221;. &#8220;A gente não vê mascate vender muito na avenida Paulista [em São &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/valor-economico-para-lula-empresario-brasileiro-deve-vender-seu-peixe-na-africa/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exortou as empresas brasileiras a &#8220;vender seu peixe&#8221; em países africanos e disse que o país deve atuar como um &#8220;mascate&#8221;. &#8220;A gente não vê mascate vender muito na avenida Paulista [em São Paulo], mas ele vende muito na periferia&#8221;, disse Lula, durante o encerramento do seminário &#8220;As relações do Brasil com a África, a nova fronteira no desenvolvimento global&#8221;, promovido pelo Valor, nesta quarta-feira (22), na Confederação Nacional da Indústria, em Brasília.<span id="more-3324"></span>Ele assegurou que sempre defenderá investimentos do país no continente africano. &#8220;Não cobrarei um centavo de ninguém para defender empresa brasileira em qualquer parte do mundo. Desde que ela faça coisa lícita, pode contar comigo&#8221;, prometeu.</p>
<p>&#8220;Em qualquer país da América do Sul, quando você liga a televisão em um quarto de hotel, você vê canal árabe, chinês, japonês e não vê um brasileiro. E vocês sabem, quem não se comunica, se estrumbica&#8221;, completou, arrancando risadas da plateia ao citar o apresentador de TV já falecido Chacrinha.</p>
<p>Para Lula, as empresas brasileiras &#8220;não podem repetir os erros que os Estados Unidos e Inglaterra cometeram no fim do século XIX e início do século XX&#8221;, e os empresários devem &#8220;colocar negros africanos para serem diretores de nossas empresas&#8221;.</p>
<p>Ele explicou que quando era operário, na década de 70, os diretores das empresas eram estrangeiros. &#8220;Nas fábricas da Volkswagen, acima de peão, era tudo alemão. Ou seja, a gente não podia passar de peão.&#8221;</p>
<p><iframe width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F93565971"></iframe></p>
<p>Para Lula, &#8220;os investimentos brasileiros devem se guiar por parcerias com empresários africanos, no respeito à lei e nos direitos dos trabalhadores&#8221;. Além disso, o Brasil &#8220;deve incentivar a transferência de tecnologia e oferecer contrapartida social, contratar mão de obra local&#8221;.</p>
<p>Lula atacou as &#8220;empresas que chegam na África e não contratam trabalhador de lá&#8221;. &#8220;Quando elas saem, não fica um trabalhador formado. O Brasil não pode repetir esse jeito de se relacionar com a África&#8221;, frisou.</p>
<p>O ex-presidente ressaltou a importância do relacionamento com os países africanos, dizendo que o &#8220;apoio maciço&#8221; do continente foi &#8220;fundamental&#8221; para a recente vitória do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo para dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC). Lula disse esperar que ele retome as negociações da Rodada Doha. &#8220;É melhor que a gente faça um acordo único e garanta que mais comércio possibilite a melhoria de vida para as pessoas.&#8221;</p>
<p>O ex-presidente frisou que &#8220;tudo o que um país produtor precisa é de consumidor&#8221;. &#8220;E quanto mais pobre consumir, mais chance temos de vender&#8221;. Para ele, não se trata de ideologia. &#8220;Aqui não tem Keynes, Marx, Lênin, ninguém. Foi inserir o pobre no Orçamento da União que a economia brasileira deu um salto de qualidade. Na hora que colocamos os pobres pra comprar iogurte, tomar leite, comprar carne, frango, roupa, a economia brasileira deu um salto.&#8221;</p>
<p>Ele criticou a política de países europeus. &#8220;O que não pode acontecer é a tese da [chanceler alemã] Angela Merkel. Quanto mais aperto fiscal, mais desemprego, como está acontecendo na Europa.&#8221;</p>
<p>Para o ex-presidente, a África vive um período de &#8220;renascença&#8221; e, do ponto de vista da organização e criação de instituições multilaterais, &#8220;o continente africano está mais evoluído que a nossa querida América Latina&#8221;. Ele citou como um &#8220;enorme passo&#8221; o lançamento do programa de desenvolvimento da infraestrutura da África, que prevê investimentos de US$ 360 bilhões até 2040, e que, segundo ele, é norteado pelo &#8220;mesmo espírito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)&#8221;.</p>
<p>O seminário teve público de cerca de 350 pessoas, entre empresários, diplomatas brasileiros e africanos, e outros representantes governamentais. Os palestrantes apresentaram a África como o continente de maior oportunidades no mundo, que quer deixar de ser um &#8220;coitadinho&#8221; que recebe ajuda humanitária para ser um grande destino de investimentos em áreas como infraestrutura, mineração, agricultura e bens de consumo.</p>
<p><strong>Leia também:</strong><br />
<a href="http://www.institutolula.org/lula-encerra-seminario-sobre-relacoes-brasil-africa/" target="_blank">Lula defende investimento brasileiro na África durante seminário em Brasília</a><br />
Para baixar fotos em alta resolução, visite o <a href="https://picasaweb.google.com/116451107798979983687/SeminarioAsRelacoesDoBrasilComAAfrica" target="_blank">Picasa do Instituto Lula</a>.</p>
<hr />
<p><a href="http://www.valor.com.br/brasil/3135332/para-lula-empresario-brasileiro-deve-vender-seu-peixe-na-africa" target="_blank">Clique aqui</a> para ler a matéria no site do jornal Valor Econômico (exclusiva para assinantes do jornal).</p>
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		<title>Lula defende investimento brasileiro na África durante seminário em Brasília</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 23:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianabor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva encerrou agora há pouco o seminário As Relações do Brasil com a África, a Nova Fronteira do Capitalismo Global, organizado pelo jornal Valor Econômico no Centro Nacional da Indústria, em Brasília.Em seu discurso, &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/lula-encerra-seminario-sobre-relacoes-brasil-africa/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva encerrou agora há pouco o seminário <em>As Relações do Brasil com a África, a Nova Fronteira do Capitalismo Global</em>, organizado pelo jornal Valor Econômico no Centro Nacional da Indústria, em Brasília.<span id="more-3314"></span>Em seu discurso, ele enfatizou a importância de o Brasil acelerar seu processo de internacionalização e de liderança entre os emergentes. “Ou o Brasil vira um agente global para disputar cada milímetro de espaço no jogo comercial ou vamos ficar para trás”, disse Lula. “Quando assumi a presidência, tinha consciência de que o Brasil precisava conversar com quem tinha maior compromisso histórico ou proximidade com a gente. Isso era essencial para o nosso crescimento, para a nossa expansão. Acabou o tempo em que a gente fica na expectativa do que os americanos iriam gostar. Acabou o tempo em que a Europa ditava as regras.  O Brasil está aprendendo o seu tamanho, a sua importância, a sua capacidade de fazer as coisas. Hoje o mundo comercial é competitivo e ninguém vai dar colher de chá para nós”, disse.</p>
<p>Para ver mais fotos e baixar imagens em alta resolução, visite o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://picasaweb.google.com/116451107798979983687/SeminarioAsRelacoesDoBrasilComAAfrica" target="_blank">Picasa do Instituto Lula</a></span>.</p>
<p><strong>Presença na África</strong><br />
Lula também defendeu que a presença brasileira no continente africano seja distinta da adotada pelos chineses e europeus. “Não queremos repetir na África os mesmos erros que ingleses e americanos cometerem no Brasil há algumas décadas. Temos que humanizar as relações sociais com os países africanos”, disse o ex-presidente. “Há muito a ensinar, mas também muito a aprender. Humildade é fundamental e deve ser praticada a todo o momento”.</p>
<p>A União Africana, que nessa semana completa 50 anos, foi saudada pelo ex-presidente, que lembrou os avanços importantes que vem sendo feitos para promover a integração intercontinental e o desenvolvimento da África. Ele citou o exemplo de instituições criadas recentemente, nos últimos anos, como a agência de desenvolvimentos dos países africanos, o NEPAD, o Banco Africano de Desenvolvimento, as Comunidades Econômicas Regionais e Programa para o Desenvolvimento de Infraestruturas na África (Pida), que prevê investimento de 68 bilhões de dólares até 2020 para melhorar e unificar as infraestruturas do continente. Seus projetos mais relevantes concentram-se nas áreas de energia,  transportes, tecnologia, telecomunicações, e em todo o potencial hídrico para a produção de energia, saneamento, irrigação e navegação fluvial.</p>
<p><iframe width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F93565971"></iframe></p>
<p>“Quando a União Africana apresenta um programa de desenvolvimento desta envergadura, ela mostra a disposição daqueles que, mesmo diante de uma crise econômica internacional, não se desesperam. Nós brasileiros sabemos muito bem o quanto é importante a definição de estratégias e programas prioritários de infraestrutura. Sem grandes obras nessa área, é impossível pensar em crescimento”.</p>
<p><strong>Luta contra a fome</strong><br />
Lula reforçou, ainda, seu comprometimento com a erradicação da fome na África. Ele anunciou que o Instituto Lula, junto com a União Africana e a FAO, estão organizando em Adis Abeba, na Etiópia, uma reunião de alto nível para encontrar meios de aprimorar o combate à fome na África, a ser realizada nos dias 30 de junho e primeiro de julho próximo. “Lá estarão presentes representantes de todos os países africanos, de órgãos multilaterais e de instituições que atuam nesta área, os principais estudiosos e especialistas no tema. Como também estarão lá representantes do governo brasileiro e de outros países que desenvolveram importantes programas de combate à fome a miséria”.</p>
<p><strong>Leia também:</strong><br />
<a href="http://www.institutolula.org/valor-economico-para-lula-empresario-brasileiro-deve-vender-seu-peixe-na-africa/">Valor Econômico: Para Lula, empresário brasileiro deve &#8220;vender seu peixe&#8221; na África</a><br />
<a href="http://www.institutolula.org/uniao-africana-fao-e-instituto-lula-somam-esforcos-para-combater-a-fome-na-africa/"><strong>União Africana, FAO e Instituto Lula somam esforços para combater a fome na África</strong></a><br />
<strong>Leia, abaixo, o discurso completo do ex-presidente</strong></p>
<p>Meu caro Ministro Antônio Patriota,<br />
Minhas caras embaixadoras,<br />
Meus caros embaixadores de países africanos em Brasília,<br />
Caros empresários, autoridades, jornalistas,</p>
<p>Minhas amigas e meus amigos,</p>
<p>É uma alegria muito grande estar aqui com vocês para comemoramos os cinquenta anos da criação da Organização para a Unidade Africana e o “Dia da África”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A presidenta Dilma Rousseff neste momento está se preparando para viajar a Adis Abeba para participar das comemorações oficiais comandadas pela União Africana. Ela estará lá neste sábado, dia 25, que é de fato o “Dia da África”.</p>
<p>Mas comemorar aqui ao lado das embaixadoras e embaixadores de países africanos, na sede da CNI, com empresários brasileiros, tem um significado muito importante. Antes de tudo, porque eu acho que foi um acontecimento extraordinário a criação da Organização da Unidade Africana, em 1963, na década que ficou conhecida como a das independências africanas.  Período em que os democratas do Brasil se solidarizaram fortemente com essa luta.</p>
<p>Hoje, 50 anos depois, a União Africana conta com mecanismos cada vez mais aprimorados para promover o desenvolvimento do continente.</p>
<p>A intensificação da coesão social, da democracia e do desenvolvimento socioeconômico tem conferido ao continente um papel de crescente importância neste processo, que hoje é chamado de “Renascença Africana”.</p>
<p>Nos últimos anos, a União Africana tem construído várias iniciativas para fortalecer a integração regional que vem se reforçando e se institucionalizando. Foi criada a agência de desenvolvimentos dos países africanos, o NEPAD, o Banco Africano de Desenvolvimento, e as Comunidades Econômicas Regionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em janeiro do ano passado, na Conferência da União Africana, eles deram um passo de enorme importância neste sentido, com o lançamento do PIDA, o “<strong>Programa para o Desenvolvimento de Infraestruturas na África</strong>”.</p>
<p>O PIDA tem como objetivo a promoção do desenvolvimento socioeconômico e a redução da pobreza na África através da melhoria do acesso a redes e a serviços integrados de infraestruturas regionais e continentais. Seu slogan é “<strong>interligar, integrar e transformar a África”.</strong></p>
<p>Quando a União Africana apresenta um programa de desenvolvimento desta envergadura, ela mostra a disposição daqueles que, mesmo diante de uma crise econômica internacional, não se desesperam.</p>
<p>Para continuar crescendo e diversificando o seu comércio, os africanos propõem medidas para ampliar investimentos, aumentar o consumo interno e apoiar a criação de mais empregos e renda. Eles não defendem políticas de austeridade.</p>
<p>A União Africana está mais do que certa. O momento é de ousadia e não de passividade. A hora é de união e não de divisão. É a hora de solidariedade entre as nações, não é hora de pressão dos países com economias mais fortes sobre os mais fracos.</p>
<p>Nós brasileiros sabemos muito bem o quanto é importante a definição de estratégias e programas prioritários de infraestrutura. Sem grandes obras nessa área, é impossível pensar em crescimento.</p>
<p>O PIDA prevê investimento de 360 bilhões de dólares até 2040, dos quais 68 bilhões de dólares até 2020.</p>
<p>Seus projetos mais relevantes concentram-se nas áreas de energia,  transportes, tecnologia, telecomunicações, e em todo o potencial hídrico para a produção de energia, saneamento, irrigação e navegação fluvial. Seu objetivo estratégico é habilitar a África a finalmente construir seu mercado comum.</p>
<p>O século 21 apresenta indicadores econômicos, comerciais, sociais e políticos muito favoráveis ao continente africano. A inflação está abaixo dos 5%, a média de crescimento do PIB da década foi acima de 5%. Entre os 10 países que mais cresceram em todo o mundo nos últimos anos, nada menos que 7 são africanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O comércio externo cresceu muito e novos parceiros apareceram. A começar pelo Brasil, que mudou substancialmente sua relação com a África.</p>
<p>Mas, além de nós, estão lá China, Índia, Turquia, Rússia, os países do Golfo Pérsico entre outros.</p>
<p>A retomada econômica dos países africanos vem num momento em que o Estado é novamente colocado como peça importante para o desenvolvimento, como se constata no retorno ao planejamento do desenvolvimento e das políticas macroeconômicas anticíclicas de vários governos.</p>
<p>O continente oferece oportunidades de investimentos praticamente em todas as áreas, não somente na infraestrutura. Mas também na agricultura, na construção de habitações, na mineração, no mercado de turismo, na educação, na cultura e tantas áreas mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estive recentemente em Moçambique, África do Sul, Etiópia, Guiné Equatorial, Gana, Benin e Nigéria. Nessas minhas últimas viagens pelo continente tive contato com muitos pequenos, médios e grandes empresários brasileiros que já estão instalados em um ou outro país africano há muitos anos e bastante satisfeitos com os resultados obtidos e as novas oportunidades abertas.</p>
<p><span style="text-decoration: line-through;"> </span></p>
<p><strong>Minhas amigas e meus amigos,</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu quero deixar aqui assinalada uma posição muito clara: ajudar no financiamento dos países africanos tem que ser uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil.</p>
<p>Investir na África, fazer parcerias com sócios africanos é muito bom para a África. E é muito bom para o Brasil também.</p>
<p>Porém, eu sempre faço questão de chamar a atenção, a participação do Brasil nesse esforço africano deve se dar de acordo com as necessidades de cada país e de cada região.</p>
<p>Nós brasileiros precisamos compreender que a realidade dos países africanos é diversa e complexa.</p>
<p>Por isso, as formas de participação que os brasileiros podem buscar lá são variadas e devem ser ajustadas caso a caso.</p>
<p>A ida à África, que tanto eu quanto o governo da presidenta Dilma incentivamos, requer consciência de que existem condições para se trabalhar, fazer negócios, e de participar em projetos exitosos, com a sociedade africana e com os seus governos.</p>
<p>Não por acaso, a presidenta Dilma acaba de criar uma nova embaixada brasileira, no Malaui, além das 19 criadas no meu governo.</p>
<p>De 2002 até aqui, nós dobramos o número de embaixadas brasileiras na África, que hoje são 38, além de 2 consulados gerais.</p>
<p>A contrapartida de nossos amigos africanos foi igual: de 17 embaixadas em Brasília em 2002, hoje, os países africanos saltaram para 34.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os investimentos brasileiros devem se guiar por parcerias e associações com as instituições e empresários africanos, no respeito às leis e aos direitos dos trabalhadores, observando as tradições e as culturas locais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devemos incentivar a transferência de tecnologia. Devemos ser generosos e cuidadosos ao oferecer contrapartidas sociais. Temos que contratar mão de obra local e ajudar a formá-la.</p>
<p>Mas, o principal, meus caros empresários, é compreender que se temos muito a ensinar, temos mais ainda a aprender. A humildade é uma característica que devemos exercitar a cada momento.</p>
<p>Eu fico muito feliz que a presidenta Dilma Rousseff esteja trilhando exatamente este caminho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Só neste primeiro semestre de 2013 ela vai completar agora sua terceira viagem à África. Já esteve na Guiné Equatorial, na III Conferência da ASA e na África do Sul, na reunião dos BRICS.</p>
<p>O BNDES acaba de criar uma nova diretoria para a África, a América Latina e o Caribe, pois a melhoria dos nossos canais de financiamento é fundamental para incentivar a participação de nossas empresas na África, e isso é bom para os africanos e os brasileiros.</p>
<p>O caminho a seguir é aquele que incentiva a criação de um novo mercado interno, que impulsiona o consumo. Os pobres têm que participar do desenvolvimento e por isso são muito importantes as obras de infraestrutura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Usinas de energia elétrica, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, melhor comunicação, mais tecnologia, água e alimentos para todos.</p>
<p>Foi esse o espírito que nos moveu na elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento aqui no Brasil, nosso PAC. É esse o espírito que norteia também o PIDA, que se abre para novos investimentos nacionais e estrangeiros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estou seguro de que podemos aumentar tanto nossa cooperação na área social como nossos investimentos na África. Podemos fazer muito mais do que fizemos até aqui. Inclusive resolver vários entraves no âmbito governamental que ainda permanecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A África tem condições de produzir os alimentos necessários para o seu povo. Tem terras férteis e abundantes para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É um desafio e tanto, e a hora de enfrentá-lo é esta. Não pode ser deixada para depois, e todos os investidores que agora se voltam para o mercado africano não podem resumir suas ações à exploração de minérios e fontes de energia.</p>
<p>Eu estou convencido de que o Brasil pode estabelecer novas parcerias com empresários africanos e fazer parte deste grande esforço.</p>
<p>Em 2002, o fluxo comercial do Brasil para a África era de 5 bilhões de dólares. Em 2012, fechamos o ano com 26 bilhões de dólares.</p>
<p>Isso quer dizer que nossas trocas comerciais cresceram 5 vezes em 10 anos.</p>
<p>Aumentaram nossas vendas para a África, assim como aumentaram nossas compras da África. E é assim que tem que ser, uma via de duas mãos sempre.</p>
<p>Mas eu ainda acho que apesar deste significativo crescimento, isso é ainda muito pouco, temos muito espaço para crescer, pois nosso comércio com a África representa apenas 5,3% de todas as relações comerciais do Brasil com o mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E este talvez seja um bom momento para eu falar diretamente com as embaixadoras e os embaixadores africanos presentes e fazer um agradecimento especial: o apoio maciço do continente africano foi fundamental para a vitória de Roberto Azevedo na Organização Mundial do Comércio.</p>
<p>Já era tempo de acontecer algo de novo na OMC, que é um dos pilares da governança global.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A confiança que vocês depositaram no candidato brasileiro foi a mesma que demonstraram há pouco tempo para a definição do José Graziano como diretor geral da FAO. Eu tenho a certeza, minhas caras e caros embaixadores, que eles não vão decepcionar vocês.</p>
<p><strong>Minhas amigas e meus amigos,</strong></p>
<p>A construção de um mundo mais equilibrado, de uma nova rota de desenvolvimento passa, necessariamente, pela África.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É por isso que é primordial a nossa colaboração na área social.</p>
<p>O Brasil, através do Ministério do Desenvolvimento Social, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e de vários outros órgãos, tem contribuído com nossas experiências de combate à fome e à miséria, com nossa experiência com os programas de agricultura familiar, de merenda escolar, de geração de emprego e renda.</p>
<p>Aqui encontramos caminhos que levaram mais de 40 milhões de brasileiros para a classe média, que tiraram 36 milhões da extrema pobreza. Que criaram mais de 20 milhões de empregos formais. Que aumentaram o salário mínimo dos trabalhadores sem aumentar a inflação. Que levaram a energia elétrica nos lugares mais longínquos para 15 milhões de pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas experiências podem ser úteis para os países que quiserem conhecê-las e adaptá-las às suas necessidades e circunstâncias.</p>
<p>O combate à fome tem pressa e é urgente.</p>
<p>Nosso instituto está promovendo junto com a União Africana e a FAO em Adis Abeba, uma reunião de alto nível para encontrar meios de aprimorar o combate à fome na África, a ser realizada nos dias 30 de junho e primeiro de julho próximo.</p>
<p>Lá estarão presentes representantes de todos os países africanos, de órgãos multilaterais e de instituições que atuam nesta área, os principais estudiosos e especialistas no tema. Como também estarão lá representantes do governo brasileiro e de outros países que desenvolveram importantes programas de combate à fome a miséria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A luta contra a miséria e a desigualdade social só terá sucesso quando assumida pelos governos de cada país. Sempre que é encarada como um programa de política pública, prevista no orçamento do Estado.</p>
<p>O pobre, quando está no orçamento, deixa de ser um problema e passa a ser uma solução.</p>
<p>Queremos compartilhar com os países africanos nosso conhecimento tecnológico e as experiências em políticas públicas do Brasil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Minhas amigas e meus amigos,</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Já temos um escritório da Embrapa em Acra, que não para de ser requerido para implementar novos projetos no continente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Através da Fiocruz montamos uma fábrica de antirretrovirais e a universidade aberta, em Moçambique.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Criamos a Unilab, no estado do Ceará, para formar, juntos, brasileiros e africanos.</p>
<p>Para encerrar, há uma característica fundamental deste processo que vive a África do Século XXI.</p>
<p>Fundamental para os povos africanos e também para quem quer investir no continente e que para isso precisa de um ambiente seguro, tranquilo e estável para os negócios prosperarem.</p>
<p>Eu quero ressaltar isso aqui, sobretudo para os empresários brasileiros, porque os embaixadores já o conhecem muito bem: é muito significativa a marcha pela democracia e pela paz no continente.</p>
<p>Foram realizadas 26 eleições para cargos executivos e legislativos em países africanos nos anos de 2011 e 2012 e várias outras já aconteceram ou acontecerão em 2013.</p>
<p>Eu creio, meus caros, que, apesar dos conflitos pontuais que ainda existem, os caminhos do desenvolvimento econômico, da distribuição de renda, da paz e da democracia, correm juntos na África e de forma cada vez mais acelerada.</p>
<p><strong>    Esses caminhos são irreversíveis no continente africano. Meus parabéns a União Africana. Meus parabéns aos embaixadores aqui presentes. Meus parabéns a todos os povos africanos.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“Buscamos uma parceria com a África que se desenvolva sob o lema da solidariedade”, diz Patriota</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 19:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianabor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O Brasil quer estar junto com a África nesse momento positivo do continente”. Foi com essa afirmação que Antônio Patriota, ministro das Relações Exteriores do Brasil, abriu o seminário As Relações do Brasil com a África, a Nova Fronteira do &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/buscamos-uma-parceria-com-a-africa-que-se-desenvolva-sob-o-lema-da-solidariedade-diz-patriota/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O Brasil quer estar junto com a África nesse momento positivo do continente”. Foi com essa afirmação que Antônio Patriota, ministro das Relações Exteriores do Brasil, abriu o seminário <em>As Relações do Brasil com a África, a Nova Fronteira do Capitalismo Global</em>, que está sendo realizado hoje (22) pelo jornal Valor Econômico na Confederação Nacional das Indústrias, em Brasília. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falará no encerramento do evento.</p>
<p><span id="more-3312"></span>“O continente africano é objeto de interesse genuíno não só do Governo Brasileiro, mas também de empresários e da sociedade civil como um todo. E é justamente sob a ótica desse interesse amplo e diversificado que pretendemos intensificar as relações com a África”, disse o ministro. “Queremos estar cada vez mais presentes na política, na esfera empresarial, da cooperação técnica e  na ajuda humanitária. Buscamos uma forma de parceria que se desenvolva sobre o lema da solidariedade e que promova uma reconciliação com nossa própria história”, disse Patriota.</p>
<p>Segundo o ministro, hoje não são apenas as grandes companhias brasileiras que estão olhando para o continente africano. Empresas pequenas e médias também começam a olhar para a África como uma oportunidade real – e muitas vezes agem até mais rápido do que o governo. “Recentemente anunciamos a abertura de uma embaixada no Maláui. Quando o novo embaixador se instalar em Lolongwe, já encontrará lá alguns empresários brasileiros operando no país”, exemplificou Patriota.</p>
<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F93722484" frameborder="no" scrolling="no" width="100%" height="166"></iframe></p>
<p>O ministro destacou que, apesar de o comércio entre o Brasil e  África ter aumentado cinco vezes em uma década, apenas 5% das exportações brasileiras destinam-se aos países da África. Patriota destacou ações concretas que vêm sendo empreendidas para aumentar esse fluxo. Uma delas é o perdão de dívidas antigas do Brasil com nações africanas, que impede que empresas interessadas em se internacionalizar tenham acesso a financiamento.  De acordo com o ministro, Gabão, Senegal, São Tomé e Príncipe e Sudão já tiveram dívidas perdoadas e países como Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Tanzânia e Zâmbia estão com processos em andamento.</p>
<p>Outra ação importante é a abertura de novos vôos ligando América do Sul e a África. Nesse sentido, há duas iniciativas pioneiras: a partir de julho, a Ethiopian Airlines irá inaugurar um vôo que liga São Paulo a Adis Abeba (Etiópia), com escala em Lomé (Togo) e a GOL passará a operar o trajeto Recife – Lagos (Nigéria). “O Atlântico Sul está deixando de ser um oceano que nos distancia para se tornar um riacho que nos aproxima”, finalizou Patriota.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Lula participa de seminário sobre relações Brasil-África em Brasília</title>
		<link>http://www.institutolula.org/lula-participa-de-seminario-sobre-relacoes-brasil-africa-em-brasilia-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 13:57:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icidadaniaadmin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.institutolula.org/?p=3309</guid>
		<description><![CDATA[O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (22), em Brasília, do seminário “As Relações do Brasil com a África, a Nova Fronteira do Capitalismo Global”, realizado na Confederação Nacional das Indústrias pelo jornal Valor Econômico. O evento é parte &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/lula-participa-de-seminario-sobre-relacoes-brasil-africa-em-brasilia-2/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (22), em Brasília, do seminário “As Relações do Brasil com a África, a Nova Fronteira do Capitalismo Global”, realizado na Confederação Nacional das Indústrias pelo jornal <strong>Valor Econômico</strong>.</p>
<p><span id="more-3309"></span>O evento é parte das comemorações do Dia da África (que acontece no dia 25 de maio), e reunirá representantes de empresas brasileiras que atuam no continente africano, diplomatas e integrantes do governo brasileiro e de países africanos. Antônio Patriota, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Robson Braga de Andrade, Presidente da CNI e <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117292" target="_blank">Thomas Sukutai Bvuma</a> , Embaixador do Zimbabwe, abrirão o evento. Lula falará ao fim do seminário.</p>
<p>Nos últimos dez anos, desde o início do governo Lula, as trocas comerciais entre Brasil e os países africanos quintuplicaram, passando de 4 bilhões de dólares em 2000 para 22 bilhões de em 2011, segundo dados o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.</p>
<p>Na quinta-feira de manhã Lula retorna para São Bernardo do Campo.</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p>14:00 às 14:30 - <strong>Abertura</strong></p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117296" target="_blank">Antônio Aguiar Patriota</a> , Ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3120910" target="_blank">Robson Braga de Andrade</a> , Presidente da CNI</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117292" target="_blank">Thomas Sukutai Bvuma</a> , Deão do Grupo da África e Embaixador da República do Zimbawe</p>
<p>14:30 às 15:00 <strong>Painel &#8211; África, um continente de oportunidades</strong></p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117300" target="_blank">Djamel-Eddine Omae Bennaoum</a> , Embaixador da República Popular Democrática da Argélia</p>
<p>·       Moderador: Nelson Manuel Cosme, Embaixador da República de Angola</p>
<p>15:00 às 15:45 <strong>Painel &#8211; Infraestrutura, um setor vital para a integração continental: um estudo de caso sobre a SADC</strong></p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117306" target="_blank">ENG. J. Caholo</a> , Secretário Executivo Adjunto da SADC</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117304" target="_blank">Paulo Zucula</a> , Ministro dos Transportes da República de Moçambique</p>
<p>·       Moderador: Nelson Manuel Cosme, Embaixador da República de Angola</p>
<p>15:45 às 16:00 <strong>Coffee break</strong>16:00 às 16:45<strong>Painel – Brasil-África: desafios e oportunidades</strong></p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3128792" target="_blank">Galib Chaim</a> , Diretor Executivo de Implantação de Projetos de Capital da Vale</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3128778" target="_blank">Fernando Pimentel</a> , Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3128786" target="_blank">Luiz Eduardo Melin de Carvalho e Silva</a> , Diretor Internacional e de Comércio Exterior do BNDES</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117316" target="_blank">Rubens Gama</a> , Diretor de Promoção Comercial e Investimentos do MRE</p>
<p>·       Moderador: Nelson Manuel Cosme, Embaixador da República de Angola</p>
<p>16:45 às 17:30 <strong>Painel &#8211; Investimentos e Perspectivas para a África</strong></p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3128798" target="_blank">Márcio Carvalho Marques Porto</a> , Chefe da secretaria de relações internacionais da Embrapa</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117322" target="_blank">José Rubens de la Rosa </a>, Diretor Geral da Marcopolo</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117324" target="_blank">Wilson Mello</a> , Vice Presidente de Assuntos Corporativos da BRF</p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117746" target="_blank">Rodolpho Tourinho</a> , Presidente Executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada &#8211; Infraestrutura (Sinicon)</p>
<p>·       Moderador: Valor Econômico</p>
<p>17:30 às 18:30<strong>Painel &#8211; Os desafios das relações entre a América do Sul e a África no século XXI</strong></p>
<p>·       <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa/palestrantes#3117276" target="_blank">Luiz Inácio Lula da Silva</a> , Ex-presidente da República Federativa do Brasil</p>
<p>·       Moderador: Eugenia Pereira Saldanha de Araújo, Embaixadora da República da Guiné Bissau</p>
<p>Saiba mais em: <a href="http://www.valor.com.br/seminarios/africa" target="_blank">http://www.valor.com.br/<wbr>seminarios/africa</wbr></a></p>
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		<title>Ruy Mesquita era raro exemplo de dono de jornal apaixonado pelo jornalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 01:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icidadaniaadmin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Mensagem pelo falecimento de Ruy Mesquita: &#8220;Ruy Mesquita era um desses raros exemplos de dono de jornal apaixonado pelo jornalismo. Pelo jornalismo e pela política, com a qual conviveu desde menino, ao acompanhar o pai no exílio. Ele deixa no &#8230; <a href="http://www.institutolula.org/nota-pelo-falecimento-de-ruy-mesquita/">Leia mais <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mensagem pelo falecimento de Ruy Mesquita:</p>
<p>&#8220;Ruy Mesquita era um desses raros exemplos de dono de jornal apaixonado pelo jornalismo. Pelo jornalismo e pela política, com a qual conviveu desde menino, ao acompanhar o pai no exílio.</p>
<p>Ele deixa no jornalismo brasileiro uma marca fundamental: a criação do Jornal da Tarde, que revolucionou a imprensa nos anos sessenta.</p>
<p>Pessoalmente guardo dele uma boa lembrança. Em 1978, no início da minha trajetória como líder sindical, Ruy Mesquita me entrevistou por quatro horas. Não revelou qualquer preconceito e conduziu a entrevista com o espírito aberto de um bom repórter.<br />
Nessa hora de tristeza, presto minha solidariedade à família e a seus amigos.&#8221;</p>
<div>Luiz Inácio Lula da Silva</div>
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