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Integração produtiva da América do Sul é necessária e possível

13/05/2015 17:32

Fotografia: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Durante toda esta quarta-feira (13) esteve em debate a integração produtiva da América do Sul, em colóquio do Instituto Lula em parceria com a Unasul. O panorama apresentado pelos palestrantes mostra que a integração produtiva é um grande potencial da região e também uma necessidade para enfrentar a nova fase de desenvolvimento econômico.

"Não vivemos uma época de mudanças e sim uma mudança de época. Os desafios não podem ser superados sem integração", afirmou Antonio Prado, secretário-executivo adjunto da CEPAL. Ele ressaltou a velocidade das inovações tecnológicas e os efeitos delas nas cadeias produtivas.

Neste sentido, o ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri, apresentou experiências exitosas de integração na área industrial. Juan Salazar, assessor econômico da Unasul, também apresentou projetos concretos de integração de infraestrutura, neste caso da Cosiplan. O órgão foi criado pela Unasul e cuida das áreas de transporte, energia e comunicação.

Muitos expositores ressaltaram os grandes avanços feitos nos últimos anos, mas a necessidade de avançar mais foi uma opinião constante. "90% da produção industrial do mundo ainda está concentrada em 25 países. Precisamos investir em indústrias regionais", afirmou Fernando Sarti, diretor do Instituto de Economia da Unicamp.

O papel central do Estado em fomentar a integração foi ressaltado por Esther Bermerguy, ex-secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, e Victor Rico, diretor-representante do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) no Brasil. "Temos muitos exemplos de como é possível fazer inovação quando se tem as condições e o ambiente institucional adequado", afirmou.