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Lula participa de debate com jovens sul-africanos

17/11/2012 13:07

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Lula se encontrou neste sábado (17) com cerca de 30 lideranças jovens e ativistas sociais sul-africanos, em um debate promovido pela Fundação Steve Biko, uma entidade dedicada a preservar a memória da luta contra o apartheid e debater assuntos políticos, sociais e econômicos da África do Sul, e a incentivar a participação da juventude no processo político.

O encontro foi mediado pelo analista político e apresentador sul-africano Eusebius Mckaiser, que abriu o debate falando sobre as similaridades entre os dois países. Ele afirmou que a grande realização de Lula foi provar que, por meio de políticas públicas, é possível tirar milhões de pessoas da pobreza.

Lula fez uma exposição da sua luta como sindicalista e político, da sua perseverança até chegar à Presidência e da experiência de governo e diálogo com a sociedade durante os oito anos em que governou o Brasil. “O político não deve ter medo da democracia”, reforçou Lula, citando o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que reúne lideranças dos mais diversos setores da sociedade, e as 76 conferências nacionais para discutir e definir políticas públicas.

Após sua fala, Lula respondeu perguntas da plateia, reconhecendo que o Brasil tirou milhões da pobreza, mas que ainda há muito a ser feito para compensar problemas acumulados por muito tempo. “Eu não tinha ilusão de resolver em oito anos os problemas de 500 anos.”

Comentou sobre sua conversa com o presidente Zuma, quando contou ao chefe de Estado sul-africano que tinha medo do segundo mandato, e que criou o PAC para ter um plano de trabalho que permitisse realizar mais do que no primeiro governo.

Sobre seus planos de colaboração com a África, Lula declarou “Nós não temos que entrar dizendo o que deve ser feito. O Brasil tem que chegar perguntando o que cada país quer que seja feito. Assim, faremos mais e melhor.”

Nkosinathi Biko, filho de Steve Biko, disse que Lula foi convidado pela entidade porque sua experiência pode dar orientações para a definição das prioridades políticas da África do Sul. “Temos problemas semelhantes. Brasil e África do Sul disputavam a liderança em desigualdade no mundo. Hoje, a África do Sul lidera sozinha. Rio de Janeiro e Cidade do Cabo disputavam qual era a cidade mais violenta. Rio, caiu para sexto, e a Cidade do Cabo agora é a primeira.”