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Nenhum presidente governará esse país com essa PEC

24/11/2017 12:51

Foto: Ricardo Stuckert

"Nenhum presidente governará esse país se não houver uma mudança na PEC que evita os investimentos em saúde e educação. O que eles chamam de gasto em educação e saúde eu chamo de investimento, na verdade". O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista nesta quinta-feira (23) à rádio 730 AM, de Goiânia, e falou sobre os desafios para o futuro do país, incluindo os desafios que o atual governo está criando.

"Obviamente que eu torço para o Brasil dar certo, porque quando o Brasil dá errado quem paga o pato é o povo. Mas com esse governo vendendo patrimônio público construído, tentando desmontar Banco do Brasil e Caixa Econômica, tentando vender a Eletrobrás, desmontar o BNDES, o Brasil não vai a lugar nenhum". Para Lula, é essencial que o Brasil tenha instrumentos de política econômica que possam ajudar o governo a ser indutor do desenvolvimento. "O governo não tem que ser empresário, o governo não tem que ser empregador, tem que ser o indutor da economia".

Lula citou os casos da Petrobras e do Pré-Sal. "Acreditávamos que o Pré-Sal seria o nosso passaporte parao futuro, com 75% dos royalties destinados à educação". Mas tudo isso está acanando, com a concessão do Pré-Sal para empresas estrangeiras. "Essa venda é praticamente uma doação de uma riqueza incomensurável do Brasil". Para Lula, a Petrobras, que passa por um processo de desmonte, não é apenas uma empresa de petróleo, é uma empresa de desenvolvimento, com centenas de empresas e toda uma cadeia de produção capaz de dar impulso ao mercado nacional.

O ex-presidente criticou as políticas de cortes em direitos e a reforma na previdência. "A previdência foi superavitária entre 2004 e 2014. Quando tem mais gente contribuindo, a previdência deixa de ser deficitária".

Lembrando dos últimos anos de seu governo, disse: "A inflação estava controlada, o PIB estava vrescendo 7,5% e que o varejo estava crescendo a 12% ao ano. Não houve melhor momento na história do Braisl em que todos estavam com a autoesima muito elevada". E completou: "O que está acontecendo hoje é que há uma propaganda de que a economia está sendo recuperada. Uma coisa muito forçada, porque a verdade é que o PIB caiu 8,7%, nós chegamos ao fundo do poço, não tem mais pra onde cair então é normal que a economia comece a se recuperar um pouco, mas ainda está longe, muito longe de a gente voltar ao patamar que a gente tinha em 2008,2009, 2010, 2012".

Assista a entrevista: