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No Brics, Brasil é relegado a coadjuvante

28/07/2018 10:49

O Golpista Michel Temer. Foto: Lula Marques

Como se não bastasse ter a pior aprovação de umpresidente já registrada pelo Ibope e ter conseguido a proeza de fazer, em dois anos, o Brasil regredir e praticamente todas as áreas, o ilegítimo Michel Temer parece disposto a “se especializar” também em constrangimentos internacionais.

A última façanha do golpista aconteceu na África do Sul durante a 10ª  Cúpula dos Brics que acontece Johanesburgo: além de forçar a barra para tirar uma foto com alguém da família de Nelson Mandela (por quem sequer demonstrou apreço durante as comemorações do centenário do ganhador de um Nobel da Paz e líder da resistência contra o apartheid), Temer foi o único presidente do bloco a não se encontrar com presidente russo Vladimir Putin em uma reunião bilateral.

Em 2016, ano em que o emedebista assumiu o poder após o impeachment sem provas da presidenta eleita Dilma Rousseff,  Putin também já havia esnobado o brasileiro. Na ocasião, o desconforto foi tanto que o governo brasileiro se esforçou para combinar uma ida de Temer à Rússia em 2017.

“Hoje, a única coisa que o governo pode fazer é buscar sobrevivência e tentar manter algo de si no próximo governo. Dá pra dizer que estamos num momento de desprestígio, de extrema fraqueza, sem capacidade de construir uma narrativa de investimento públicos ou projeção do Brasil pra fora”, explica o pesquisador Sergio Veloso, do centro de estudos BRICS Policy Center, em entrevista publicada pela rede BBC.

Vergonha alheia

A visita de Temer à Fundação Mandela quase causou constrangimento entre o presidente e seus ministros. O ilegítimo pediu para que os assessores deixarem o encontro fora da programação oficial para não causar algum tipo de problema político. O medo era de que, ainda segundo reportagem da BBC, não sendo convidados para participar do encontro, seis ministros que também participaram da cúpula se sentissem “alijados de algo especial”, nas palavras de um membro da comitiva.

A presidência cogitou convidar todos os ministros para participar, mas isso criaria um problema de logística, já que o escritório onde o encontro ocorreu é pequeno.

Como a foto seria divulgada e os ministros ficariam sabendo do encontro de qualquer forma, a solução foi marcar um horário em que eles tivessem outros compromissos. Apenas o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, acompanhou o presidente, segundo um dos ministros, que não foi convidado para a reunião.

Da Redação da Agência PT de Noticias com informações da BBC