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Programas sociais são aclamados em cidades da caravana

12/12/2017 13:00

Ato de encerramento da caravana na concha acústica da Uerj. Foto: Reprodução

Por Gabriel Valery
Da Rede Brasil Atual 

A diferença entre a fome e três refeições por dia na mesa. A possibilidade de escolha que o ensino superior proporciona. Luz para todos é acesso à cidadania. A dignidade da casa própria e do acesso ao crédito para a agricultura familiar. Pilares dos governos petistas em âmbito federal, os programas sociais mudaram a realidade de pessoas reais, de problemas fundamentais. Essas são as pessoas que receberam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de braços abertos na última semana.

Chegou ao fim na sexta-feira (8) a terceira etapa do projeto Caravana Lula pelo Brasil, que já passou, em agosto e outubro, pelo Nordeste e pelo norte de Minas Gerais, respectivamente. Agora, foi a vez do Sudeste. Com início no Espírito Santo, a caravana passou por 11 cidades até chegar à capital carioca, em um grande ato realizado na concha acústica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Ao total, foram percorridos mais de 700 quilômetros.

“Além de ser a maior figura política da América Latina e o melhor presidente que o Brasil já teve, foi o que simbolizou a esperança da juventude do país. Eu sou jovem, do interior de Minas Gerais, e não tinha expectativa de entrar na universidade. Hoje, estou aqui porque fui beneficiada com o ProUni e meu irmão foi o primeiro da família a entrar em uma universidade federal. Então, temos uma gratidão imensa aos programas sociais dos governos Lula e Dilma”, diz a publicitária Luara Ramos.

Luara esteve no ato de Vitória, aonde reside hoje. Ao lado dela, sua mãe Rosana Ramos, que ostentava cartazes com a foto de seus familiares em cerimônias de formatura. Hoje, Luara está cursando a pós-graduação na capital dos capixabas. “Começamos a caminhar ao saber que realmente tínhamos lugares melhores, que a vida pode ser melhor, não temos apenas que trabalhar para patrões”, completou.

“Como mãe, sinto muita gratidão pelos governos de Dilma e Lula. Queremos que isso continue para as gerações que estão vindo”, disse Rosana. “Agora estamos perdendo muitas vagas. Eu tenho outro filho pequeno, de 12 anos, e quero que ele tenha a mesma oportunidade”, completou. Mãe e filha chegaram cedo ao local do ato, no centro de Vitória, por volta das 15h.

Lula chegou, ovacionado, por volta das 20h, e foi anunciado pelo vice-presidente do PT e coordenador da caravana Márcio Macedo. “Lula quer ouvir sua gente. Essa é uma caravana de diagnóstico para ver como está o Brasil e ouvir a denúncia deste governo que está entregando seu país. De hoje até amanhã em Cachoeiro do Itapemirim, quem vai tomar conta de Lula é o povo do Espírito Santo, Lula está com os capixabas.”

Interior capixaba

Lula acordou cedo na terça-feira (5) para iniciar sua jornada pelos estados do Sudeste. Na saída do hotel, aonde ficou hospedado na capital capixaba, uma comitiva do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) o aguardava. Lula fez questão de conversar e tirar algumas fotos, fato que se repetiu em outras cidades do trajeto, também em paradas espontâneas, nas quais militantes aguardavam a passagem do ônibus que carregava Lula.

Joaquim Pinheiro, que representa o MST na região, disse que “o presidente foi recebido carinhosamente pela população do Espírito Santo. Mais uma representação de que as pessoas veem no presidente a esperança de mudança que precisamos. Sabemos que isso não é à toa. São as políticas sociais que o presidente desenvolveu que fizeram com que as pessoas vissem nele essa possibilidade”.

“Na parte da educação, por exemplo, a próxima parada dele será no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), criado em seu governo, e que para nós é fundamental. Saindo daqui vamos para o Rio de Janeiro aonde preparamos uma calorosa recepção. É uma caravana vitoriosa”, completou. Como Pinheiro disse, Lula seguiu para o campus do Ifes em Cariacica, criado em 2008, durante seu segundo mandato.

Lula deu uma atenção especial para polos educacionais nesta caravana. Visitou o Ifes, onde foi recebido pelo reitor e muitos alunos que lotaram completamente o grande auditório da escola. Os presentes destacavam o fato de que, antes do governo Lula, que assumiu seu primeiro mandato em 2002, existiam 140 escolas técnicas federais no país. Os governos petistas, em 12 anos, entregaram 500.

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Débora Soares, jornalista capixaba, mostra uma foto sua com Lula na década de 1980

“Tem várias cidades em que o governo Temer trabalha para cortar recursos e fechar campi do Ifes. Como podemos interromper essa quebradeira, esse desmonte, de tudo que foi feito de bom para os brasileiros? Esse campus, de Cariacica, é considerado um dos melhores do Brasil e todos que estudam aqui saem com educação de primeira qualidade e é por aí que vamos crescer. A educação liberta, mas esse governo que está no poder no momento, não quer ver a população livre”, disse a jornalista capixaba Débora Soares, que acompanhou a visita ao Ifes.

No ranking de melhores institutos federais, o campus de Cariacica ocupa a terceira posição entre os melhores do país. O Ifes se orgulha de um sistema completo de carreira acadêmica, com a oferta de cursos de ensino médio técnico, graduação, pós-graduação e formação de professores. Talita Monteiro hoje é professora, e começou sua carreira no Ifes. “O Ifes representa um movimento de resistência de políticas públicas. Fui moradora de Cariacica e percebo o quanto o Ifes traz o sentimento de pertencimento dessa cidade. O Ifes é o fomento à educação, à oportunidade e à cidadania”, disse.

Após a visita ao Ifes, a caravana seguiu viagem para Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, mas antes fez breves paradas pelas cidades do interior capixaba de Iconha e Cachoeiro do Itapemirim, cidade berço de grandes nomes da cultura popular, como Roberto Carlos e Rubem Braga. Chovia forte nessas cidades, o que não impediu o público de receber o ex-presidente.

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Lula em Duque de Caxias. Baixada Fluminense foi um dos focos desta caravana

Os cães ladram

No Rio de Janeiro, a caravana passou por um grande número de cidades ao longo de quatro dias. A primeira delas, Campos dos Goytacazes, aonde Lula encerrou o segundo dia da caravana com um ato na Praça da Câmara, no centro da cidade. Como registro, esta foi a cidade com maior número de manifestantes contrários ao ex-presidente. Cerca de 150 a 200 se manifestaram diante de mais de 4 mil. Em todas as outras paradas, o número dos oposicionistas não passava de poucas dezenas, que ladravam, mas a caravana passava.

A caravana passa

Ao longo da caravana, lideranças políticas se uniram ao ex-presidente. Entre eles, o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), a deputada federal pelo Rio Benedita da Silva, o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), os ex-ministros Celso Amorim e Fernando Haddad e a deputada federal fluminense pelo PCdoB Jandira Feghali. A ex-presidenta Dilma Rousseff participou do ato na cidade litorânea de Maricá, que há 16 anos possui gestões petistas e carrega bons indicadores e bons serviços públicos, como ônibus gratuito para todos.

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DIlma participou do ato da caravana em Maricá

Écio Rangel de Souza e sua companheira, Cláudia Costa de Souza, servidores da prefeitura de Maricá, deixaram seu depoimento ao acompanhar o ato de Lula em sua cidade. “Lula para nós é muito importante, vestimos a mesma camisa. Agradeço muito ao PT por estar empregado. É um privilégio estar nessa luta hoje”, disse Écio. Já o músico da região Damu Shiva disse que Lula representa “o avanço e a justiça social, também um avanço na questão da soberania nacional”, disse.

Ao sair de Maricá, Lula passou com sua caravana pelo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na cidade de Itaboraí. O complexo já chegou a ter mais de 60 mil pessoas trabalhando. Hoje, conta apenas os seguranças. A cidade padece com mais de 30 mil pessoas desempregadas após a paralisação do Comperj. O abandono do local tem relação direta com a Operação Lava Jato. Lula encontrou-se com sindicalistas e defendeu o combate à corrupção, mas com responsabilidade e sem deixar esse rastro de destruição.

Tadeu Potro, trabalhador petroleiro e sindicalista da Federação Única dos Petroleiros (FUP), concorda com o ex-presidente. “Vemos uma situação de completo abandono e isso é uma questão ideológica do governo Temer, neoliberal que quer tirar a soberania do país. Com o Comperj, poderíamos refinar o petróleo para gerar emprego e tecnologia e termos controle dos óleos refinados. Eles não querem que o povo tenha em mãos a riqueza que é sua. Lutamos pelo Comperj e pela consolidação da soberania nacional”, disse.

De Itaboraí para a Baixada Fluminense. A primeira cidade que recebeu Lula na região foi Magé. Uma parada espontânea, onde militantes aguardavam a passagem da caravana na beira da estrada. Na sequência, uma tarde cheia com paradas em Duque de Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu, que contou com visitas ao campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro na cidade, e também na sede do Guandu da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que passa por ameaças de privatização. Por fim, na capital carioca, o grande ato da Uerj para uma mensagem de esperança desta série de viagens de Lula pelo Brasil.

Leia toda a cobertura da Rede Brasil Atual na Caravana Lula pelo Sudeste:


Para conhecer melhor as políticas públicas dos governos Lula viste o site Observatório de Políticas Públicas .