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Instituto Lula no Seminário "Argentina-África"

10/11/2014 15:16

O Seminário “Argentina-África: Aportes para a Construção de uma Agenda de Trabalho voltada aos Direitos Humanos” encerrou-se no dia 6 de novembro em Buenos Aires. Convocado pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos da Argentina e pelo “Centro Internacional para a Promoção dos Direitos Humanos” - CPIDH - da Unesco, ele reuniu, ao longo de três sessões, autoridades e especialistas de várias partes do mundo.

O seminário foi coordenado pelo juiz espanhol Baltasar Garzón, presidente do CPIDH, que se notabilizou mundialmente em 1998 ao emitir uma ordem de prisão para o ex-presidente do Chile, Augusto Pinochet. 

O Instituto Lula esteve representado por seu diretor Celso Marcondes, coordenador-executivo da Iniciativa África. Ele apresentou a experiência brasileira na mesa de trabalhos intitulada “Experiências Atuais de Cooperação Sul-Sul e triangulares de Países Latino-americanos com Países do Continente Africano”. Essa sessão contou também com a participação de Alberto Granado Duque, diretor da “Casa de África em La Havana”, de Cuba, e foi dirigida pelo juiz Baltasar Garzón.

Marcondes fez uma avaliação das relações que o Brasil tem mantido com o continente africano no terreno da cooperação nos últimos 12 anos, onde destacou as iniciativas do governo brasileiro e do Instituto Lula para contribuir com o combate pela erradicação da fome na África até o ano de 2025. Destacou também o intercâmbio que o Brasil mantém com governos de diversos países africanos nos terrenos da educação, da saúde e da agricultura.

O cubano Granado Duque centrou sua exposição nas ações de cooperação do governo cubano com diversos países africanos. Ele destacou o apoio dado atualmente aos países vítimas do trágico surto do vírus ebola que atinge principalmente países da África Ocidental. Cuba é o país responsável pela mais significativa contribuição da comunidade internacional até o momento, ao enviar dezenas de médicos e profissionais de saúde para as áreas infectadas de três países.

Falaram também no seminário o professor emérito da Universidade de Buenos Aires, Aldo Ferrer; o coordenador-geral de Assuntos Técnicos da Presidência da República da Argentina, Rafael Follonier; a diretora-geral de Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, Lucila Rosso; a diretora do Museu do Livro e da Língua, Maria Pia López; a diretora do escritório da Unesco em Montevidéu, Lídia Brito e a professora Marisa Pineau, especialista em África.

Como umas das consequências do encontro, o Centro Internacional para a Promoção dos Direitos Humanos da Argentina e o Instituto Lula assinaram uma “Carta de Intenções” que define ações para desenvolver e fortalecer as relações de cooperação interinstitucionais entre ambos. A primeira iniciativa, compartilhada pelo representante de Cuba, será a organização de um novo encontro nos próximos meses para incentivar as iniciativas de colaboração da América Latina com a África, desta vez com a participação de representantes de todo o continente.

Os participantes também decidiram encaminhar tratativas em direção da Unasul - União de Nações Sul-Americanas - e da Celac - Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos - visando uma maior atuação destes dois organismos multilaterais voltadas para a cooperação com a África.