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SP tem Jornada em defesa do direito à moradia

18/10/2017 14:14

Com cortes em programas habitacionais, aumenta a procura nas ocupações: "direito não tem fila". Imgem: reprodução/TVT

Da Rede Brasil Atual 

Na madrugada dessa segunda-feira (16), cerca de 620 famílias sem-teto participaram das ocupações de oito imóveis, em São Paulo, como parte da da Jornada em Defesa do Direito à Moradia organizada pela Frente de Luta pela Moradia (FLM). Apenas um prédio, no centro, onde funcionava a antiga Casa da Moeda, permanece ocupado. As famílias que ocupavam os outros sete edifícios foram retiradas à força pela Polícia Militar. 

A coordenadora do movimento Moradia na Luta por Justiça – que participa da frente –, Ivaneti Araújo, diz que são cerca de 40 pessoas que chegam todos os dias às ocupações em busca de moradia. São famílias que não conseguiram mais arcar com os aluguéis e foram despejadas.

"Essa não foi a primeira luta, nem vai ser a última, porque infelizmente tem muito prédio vazio sem função e muita família precisando de moradia", diz Ivaneti, em entrevista para o Seu Jornal, da TVT. Um do imóveis ocupados foi o antigo Hotel Aquarius, abandonado há 17 anos.

Ela afirma que os cortes realizados pelo governo "antidemocrático" de Michel Temer em programas como o Minha Casa Minha Vida vêm acabando com o sonho dessas famílias, que aguardam na "fila" de programas habitacionais. "É bom deixar claro que o direito não tem fila", ressaltou.

Sobre a violência policial ocorrida nas desocupações, a coordenadora do movimento diz que as forças da PM invadiram os edifícios e bateram até em crianças, mulheres grávidas e idosos. "Fizeram uma estratégia grosseira, tirando as mães, separando as mulheres dos maridos,  deixando os maridos todos num canto, e batendo muito", relata Ivaneti. Ela conta que foi detida e ameaçada pelo delegado, que a ofendia e xingava, tentando criminalizar o movimento. "Falou que iria me ferrar de todos os jeitos, que eu não iria sair nem com fiança."