Acesse o site do encontro de alto nível sobre erradicação da fome na África

O comitê organizador do encontro de alto nível “Novas abordagens unificadas para erradicar a fome na África” lançou hoje (14) o site oficial do evento.

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Publicado em inglês, o endereço é a principal plataforma de comunicação dos organizadores do encontro e reúne informações sobre o encontro de alto nível, agenda de atividades, documentos oficiais e notícias relacionadas.

O endereço também terá a transmissão ao vivo do encontro, que acontece nos dias 30/6 e 1/7 em Adis Abeba, Etiópia. Após a realização do encontro, o site continuará no ar e será abastecido com informações sobre o avanço dos programas de combate à fome no continente africano.

Organizado pela Comissão da União Africana (AUC), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Instituto Lula, o encontro reunirá chefes de estado, acadêmicos e representantes de organizações sociais e organismos multilaterais para debater novas abordagens para acabar com a fome na África.

Leia mais sobre o encontro de alto nível: União Africana, FAO e Instituto Lula somam esforços para combater a fome na África

Pesquisadora da Embrapa avalia implantação de programas sociais brasileiros na África

Daqui a pouco mais de duas semanas, o Instituto Lula, a União Africana e a FAO realizarão em Adis Abeba, capital da Etiópia, o encontro de alto nível “Novas abordagens unificadas para erradicar a fome na África”. O objetivo é reunir chefes de estado, especialistas e acadêmicos e representantes de instituições africanas e mundiais para debater novas formas de acabar com a fome no continente.

A engenheira agrônoma Maya Takagi, pesquisadora da Embrapa, foi a representante no Brasil na reunião preparatória para o evento, também realizado na capital etíope. Maya apresentou a experiência brasileira da construção e implantação da política de segurança alimentar e nutricional e combate à fome iniciada com o Programa Fome Zero, criada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a situação atual a partir do governo Dilma Rousseff. Continue lendo

38 países cumprem meta de combate à fome para 2015, entre eles o Brasil

Trinta e oito países cumpriram antecipadamente as metas internacionais de combate à fome para 2015, informou hoje (12) a FAO, agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação. “Esses países estão caminhando para um futuro melhor. São a prova de que, com uma forte vontade política, coordenação e cooperação, é possível reduzir a fome  de forma drástica e duradoura”, afirmou o diretor-geral da FAO, José Graziano. Continue lendo

União Africana, FAO e Instituto Lula somam esforços para combater a fome na África

A Comissão da União Africana (AUC), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Instituto Lula estão somando esforços para erradicar a fome e a desnutrição na África. As três entidades realizarão um encontro de alto nível com líderes africanos e internacionais intitulado “Novas abordagens unificadas para erradicar a fome na África ” . O encontro acontecerá em Adis Abeba (Etiópia), sede da União Africana, nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2013.

A decisão foi tomada em conjunto entre a presidenta da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, o diretor geral da FAO, José Graziano da Silva, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é presidente honorário do Instituto que leva seu nome. A parceria é baseada na visão comum de que uma África sem fome é possível e que esforços concentrados podem alcançar melhorias significativas na segurança alimentar e nutricional do continente africano. Atualmente, 239 milhões de africanos – cerca de um quarto da população – vivem em situação de insegurança alimentar e nutricional.

“A segurança alimentar é uma das prioridades-chave da União Africana. A África tem o potencial para aumentar sua produção agrícola, já que quase 60% das terras aráveis do continente ainda não são utilizadas. Esse enorme potencial pode fazer uma diferença significativa na melhora de nossa produção agrícola e segurança alimentar. É hora de ir além da agricultura de subsistência e considerar caminhos para embarcar em uma produção agroindustrial”, afirma Dlamini Zuma. “O milagre é permitir que os pequenos tenham acesso a crédito e a tecnologia. Nós queremos que as pessoas aprendam que, com crédito e tecnologia, elas vão produzir mais, comer mais, vender mais e terão recursos em caixa para ter acesso a bens e cuidar melhor das suas famílias”, completa Lula.

Para Graziano, “a construção de uma alimentação e nutrição seguras na África com segurança alimentar e nutricional requer uma melhor governança, vontade política renovada e um forte comprometimento de trabalhar conjuntamente através de programas inovadores e abrangentes de segurança alimentar e nutricional e de estratégias envolvendo todas as partes interessadas. Segundo ele, esse é um esforço conduzido pela África, com o apoio de parceiros, como a FAO e o Instituto Lula.

Programação

O encontro será dividido em duas fases. No primeiro dia haverá uma reunião técnica de troca de experiências, com objetivo de facilitar a apropriação por parte dos países africanos, seus governos e a sociedade organizada, das experiências exitosas no Brasil e em outras nações. Seis países – quatro africanos (Etiópia, Malauí, Níger e Angola) e três não-africanos (Brasil, Vietnã e China) apresentarão seus programas de combate à fome e à desnutrição.

No dia seguinte ocorrerá o encontro de chefes de estado. Os líderes presentes devem assinar uma “Declaração Final” que expressa o compromisso político de promover e conjugar os esforços africanos e internacionais para combater a fome. Também será definida uma ação conjunta imediata a ser levada a cabo numa região específica de África. O ex-presidente Lula estará presente nos dois dias.

O combate à fome na África

Uma nova era de otimismo surgiu em relação ao continente africano. Depois de décadas de declínio, a perspectiva econômica do continente melhorou consideravelmente, com um crescimento médio do seu PIB de 5 a 6% ao ano e a expectativa é de continuar em alta.

Porém, mesmo com esses avanços, ainda existem na África cerca de 223 milhões de pessoas vivendo em situação de insegurança alimentar, o equivalente a um quarto de sua população total. Apenas na região do Sahel  são quase 19 milhões de pessoas com fome e no chamado “Chifre da África”, outros 12 milhões de africanos encontram-se nas mesmas condições . Hoje, entre 30 e 40% das crianças menores de cinco anos continuam a sofrer de desnutrição crônica.

Na última década, o aumento global do preço dos alimentos, que cresceu três vezes mais rápido do que a inflação, colocou ainda mais africanos em situação de insegurança alimentar. O numero de pessoas desnutridas na África aumentou de 175 milhões em 1990-92 para 239 milhões em 2010-2012, de acordo com a FAO.

Até 2050, a população africana deve dobrar de tamanho, aumentando ainda mais a preocupação em relação à segurança alimentar. Para combater a fome e as desigualdades sociais, a União Africana aposta no desenvolvimento agrícola. Os níveis do produtividade da agricultura no continente são extremamente baixos devido à falta de tecnologia e de insumos básicos. Apenas 4% das terras aráveis na África Subsaariana são irrigadas – contra 20% no mundo. Apesar disso, 60% das terras férteis não cultivadas do mundo encontram-se na África.

Para aproveitar esse imenso potencial, a União Africana elaborou o Programa Integrado de Desenvolvimento Agrícola (CAADP), um plano estratégico de longo prazo que tem como meta ajudar os países a alcançar maiores patamares de crescimento econômico por meio do desenvolvimento baseado na agricultura. Os governos africanos se comprometeram a aumentar o investimento público na agricultura, alcançando um mínimo de 10% dos orçamentos nacionais e aumentar a participação da agricultura para, no mínimo, 6% do PIB. Hoje, 30 nações são signatárias do acordo.

Bill Gates quer cooperação do Brasil para agricultura na África

Há mais de uma década, Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, dedica-se à filantropia. Por meio da fundação criada em 2000 por ele e sua mulher, a Bill & Melinda Gates Foundation, ele destina bilhões de dólares anualmente a projetos de saúde e desenvolvimento social em países em desenvolvimento e nos Estados Unidos. Apenas no ano passado, foram investidos 3,4 bilhões de dólares, o mesmo valor de 2011.

Dentro da atuação da Bill & Melinda Gates Foundation, o ex-executivo da Microsoft quer aumentar a cooperação com o Brasil para ganho de produtividade agrícola em países africanos. A informação foi publicada no Portal do Planalto. “Precisamos de um pacote de ferramentas que seja efetivo e barato que possa ser utilizado em pequenas propriedades”, disse Gates. “O que tem sido mais frustrante, desde que começamos a trabalhar na África tem sido a demora para adaptação de culturas”, completou. Ele disse que tem um plano ambicioso de disseminar pelo continente um modelo que compreenda capacitação de técnicos, disponibilização de tecnologia e de mudas.

Sua fundação mantém diversos projetos no continente africano, como o  Agricultural Development, que recebeu  371 milhões de dólares em 2011 para apoiar o pequeno produtor de países africanos a produzir mais, vender sua colheita e aumentar sua renda sem impactar o meio ambiente, e o Financial Services, que investe em inovações no setor de comunicação móvel e pagamentos digitais para conectar famílias pobres a ferramentas financeiras confiáveis e acessíveis.

A Fundação Bill & Melinda Gates estará presente ao encontro de alto nível “Novas abordagens unificadas para erradicar a fome na África”, que será realizado na Etiópia nos dias 30/6 e 1/7. Organizado pela União Africana, FAO e Instituto Lula, o encontro irá reunir chefes de estado internacionais e especialistas em segurança alimentar com objetivo de discutir soluções para combater a fome no continente africano.

Leia mais sobre o encontro.

Leia a íntegra da matéria publicada no Portal do Planalto:

Bill Gates quer cooperação do Brasil para produção agrícola na África

O presidente da Fundação Bill & Melinda Gates, Bill Gates, disse ao vice-presidente da República, Michel Temer, que quer aumentar a cooperação com o Brasil para ganho de produtividade agrícola em países africanos. A fundação comandada pelo fundador da Microsoft atua para combater a fome na África. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) já desenvolve projetos com Gates, mas a intenção do norte-americano é aumentar a parceria.

“Precisamos de um pacote de ferramentas que seja efetivo e barato que possa ser utilizado em pequenas propriedades”, disse Gates. “O que tem sido mais frustrante, desde que começamos a trabalhar na África tem sido a demora para adaptação de culturas”, completou. Ele disse que tem um plano ambicioso de disseminar pelo continente um modelo que compreenda capacitação de técnicos, disponibilização de tecnologia e de mudas.

Michel Temer falou sobre o projeto desenvolvido pela Embrapa em Moçambique que levou as culturas de soja, milho, trigo e algodão adaptadas ao Cerrado Brasileiro para se adequarem às condições da Savana Africana. “O Brasil tem todas condições para ajudar ainda mais os países africanos, dadas as semelhanças que existem para o plantio dessas culturas”, disse o vice-presidente. Temer lembrou que o projeto, que tem capital japonês e tecnologia brasileira e se estende por 40 milhões de hectares, pode servir de modelo para novas parcerias.

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, falou sobre alguns dos 48 projetos em países africanos. E também dos estudos sobre clima e solo desenvolvido com auxílio de imagens de satélite. Para ele, há muito espaço para a Embrapa atuar na África em convênio com a Fundação Gates, que tem capital estimado em US$ 37 bilhões.

Ídolo da música africana, malinês Salif Keita se apresenta em São Paulo

Salif Keita, um dos mais aclamados músicos do continente africano, fará dois shows em São Paulo na próxima semana. Nos dias 11 e 12, o cantor malinês se apresentará na choperia do Sesc Pompeia, onde vai mostrar ao público brasileiro o seu novo disco Talé. Eles será acompanhado pelo músico camaronês Manu Dibango, famoso por seu coro de saxes, e pela cantora e baixista americana Esperanza Spalding, vencedora do Grammy.

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Plano unificado de países africanos almeja 10% do orçamento para a agricultura

Aside

Nos últimos anos, a economia do continente africano vem crescendo, em média, 6% ao ano – mais do que a média global (4%). Entretanto, até agora a melhora do desenvolvimento global não está se convertendo em avanço dos indicadores sociais. Quase metade dos africanos vive com menos de 1,25 dólares por dia e 239 milhões de pessoas, ou 25% da população, passam fome.

Na visão da União Africana, principal entidade política do continente, o desenvolvimento agrícola é um dos pilares centrais para mudar essa realidade. “A agricultura tem o poder de transformar a África”, defendeu Rhoda Tumusiime, comissária para Economia Rural e Agricultura da União Africana, durante as celebrações de 50 anos da UA. “E as diretrizes já estão traçadas”.

Rhoda refere-se ao Programa Integrado de Desenvolvimento Agrícola (CAADP), um plano estratégico de longo prazo que tem como meta ajudar os países africanos a alcançar maiores patamares de crescimento econômico por meio do desenvolvimento baseado na agricultura. Para tanto, governos africanos se comprometeram a aumentar o investimento público na agricultura, alcançando um mínimo de 10% dos orçamentos nacionais e melhorar a produtividade agrícola em, no mínimo, 6%.

Até agora, 30 dos 54 países assinaram o acordo, sendo que Burkina Faso, Etiópia, Gana, Guiné, Senegal, Maláui, Mali e Níger já atingiram a meta. “Nossa expectativa é na próxima década os governos adotem ações concretas para implementar as diretrizes do CAADP. Eu faço um apelo para que meus colegas liderem a implantação do programa em seus países”, afirmou Tekaligh Mammo, ministro da Agricultura da Etiópia, num encontro recente dos países signatários do CAADP.

Entre os objetivos do programa estão desenvolver mercados de produtos agrícolas dinâmicos entre as regiões e os países africanos; aumentar o acesso e a inclusão dos agricultores ao mercado, para que a África, capitalizando em suas vantagens comparativas e competitivas, alcance o status de exportador; e promover uma distribuição mais equitativa da riqueza para populações rurais, com maiores rendimentos.

Pilares
O plano foi dividido em quatro pilares:

Pilar 1: Gestão da água e do solo
Aumentar a extensão das terras sob gestão agrária sustentável e com sistemas de controle hidrológico fiáveis; reverter a perda da fertilidade e degradação de recursos e assegurar a adoção de terras sustentáveis e práticas de gestão da silvicultura em sectores comerciais e pequenos proprietários; e melhorar a gestão dos recursos hídricos, alargando-se o acesso à irrigação.

Pilar 2: Acesso ao mercado
Busca a melhoria das infraestruturas rurais e das capacidades comerciais com vista a aumentar o acesso aos mercados; acelerar o crescimento no sector agrícola através das capacidades dos empreendedores privados, incluindo pequenos agricultores e comerciais para a satisfação das crescentes necessidades complexas de qualidade e logística dos mercados domésticos, regionais e internacionais.

Pilar 3: Marco para segurança alimentar na África
Aumentar produções domésticas, facilitar o comércio regional de alimentos básicos e fortalecer a produtividade doméstica.

Pilar 4: Pesquisa em agricultura
Melhoria da pesquisa agrícola, bem como da disseminação e adoção de tecnologias agrícolas.

Por africanos, para africanos
De acordo com Melissa Pomeroy, pesquisadora da Articulação Sul, entidade brasileira dedicada à refletir sobre a cooperação Sul-Sul, uma grande qualidade do programa é o fato de ele ter sido traçado por africanos e para africanos. “O CAADP serve como diretriz aos países-membro, mas a implantação é feita pelos governos”, afirma. Historicamente, inúmeros projetos de desenvolvimento para a África foram traçados e definidos por não africanos.

Uma outra qualidade do CAADP é que ele facilita que os doadores tradicionais, como grandes ONGs, fundos e governos de países desenvolvidos – que continuam sendo os principais financiadores de projetos na África – entendam quais são, na visão dos africanos, as regiões e as áreas prioritárias para receberem recursos.

É o caso, por exemplo, do programa de alimentação escolar Home-Grown School Feeding, HGSF, que conecta alimentação escolar com desenvolvimento agrícola através da compra e distribuição de alimentos local. Seguindo a diretriz do CAADP (pilar 3, se segurança alimentar), ele recebeu doações de 25 milhões de dólares do Programa Alimentar Mundial e mais 13 milhões da Bill & Melinda Foundation para ser implantado em 12 países, como Quênia, Gana. Mali e Zâmbia.

Para Melissa, a capacidade dos governos de implementarem o que está previsto e o fato de a principal meta do projeto ser quantitativa e não qualitativa são desafios que ainda precisam ser vencidos. “O CAADP é um ótimo ponto de partida. O grande desafio agora é ver os projetos saírem do papel”, diz Melissa.

Parceria com o Instituto Lula
O Instituto Lula está somando esforços com a FAO e com a União Africana para erradicar a fome e a desnutrição na África. As três entidades convocaram um encontro de alto nível com líderes africanos e internacionais sobre “Novos enfoques unificados para acabar com a fome na África”. A reunião acontecerá em Adis Abeba, na Etiópia, nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2013.