“Eu queria que os prefeitos chegassem em Brasília e tivessem seu ministério”, diz Lula durante fórum de autoridades locais em Canoas

Aside

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou na manhã desta quinta-feira (13) na cidade gaúcha de Canoas, durante o encerramento do 3º Fórum de Autoridades Locais de Periferia (Falp), que reúne prefeitos de regiões metropolitanas de 30 países com o tema “Direitos e Democracia para Metrópoles Solidárias e Sustentáveis”. Entre os países presentes estiveram México, Canadá, Moçambique, Angola e Senegal. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, ambos do PT, também estavam na cerimônia no Centro Universitário La Salle. Continue reading

Graziano avalia os dez anos do Programa de Aquisição de Alimentos

Há dez ano, o governo brasileiro lançava o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma das ações do Fome Zero que promove o acesso a alimentos às populações em situação de insegurança alimentar. Em linhas gerais, o programa funciona assim: parte dos dos alimentos é adquirida pelo governo diretamente de agricultores familiares e comunidades tradicionais para a formação de estoques estratégicos e distribuição à população em maior vulnerabilidade social. Continue lendo

Valor Econômico: Para Lula, empresário brasileiro deve “vender seu peixe” na África

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exortou as empresas brasileiras a “vender seu peixe” em países africanos e disse que o país deve atuar como um “mascate”. “A gente não vê mascate vender muito na avenida Paulista [em São Paulo], mas ele vende muito na periferia”, disse Lula, durante o encerramento do seminário “As relações do Brasil com a África, a nova fronteira no desenvolvimento global”, promovido pelo Valor, nesta quarta-feira (22), na Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Continue lendo

Lula convida presidente egípcio para seminário sobre combate à fome na África

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na tarde desta quarta-feira (8) com o presidente egípcio Mohamed Morsi. Os dois conversaram durante 45 minutos na base aérea de Brasília, de onde o presidente egípcio partiria em viagem.

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Lula convidou o presidente egípcio para participar do seminário “Novos enfoques unificados para acabar com a fome na África”, organizado pela União Africana e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com o apoio do Instituto Lula. O encontro acontecerá em Adis Abeba, na Etiópia, nos dias 30 de junho e 1º de julho deste ano (leia mais sobre o encontro).

O presidente egípcio demonstrou interesse na experiência brasileira em programas sociais de combate à pobreza. Mohamed Morsi e Lula conversaram sobre a necessidade reforma no Conselho de Segurança da ONU, para inclusão de representantes da África e da América Latina. Os dois falaram ainda da necessidade de ampliação das relações comerciais entre Brasil e Egito e sobre a organização de um encontro para estimular parcerias entre empresários dos dois países.

Lula revelou que pretende visitar o Egito em novembro deste ano. Morsi respondeu que o brasileiro “será bem vindo” e se dispôs a recebê-lo.

Por fim, Lula desejou boa sorte para a seleção egípcia nas eliminatórias da Copa do Mundo e afirmou que espera ver o time africano aqui no Brasil no ano que vem.

Para saber mais sobre o Seminário de combate à fome em Adis Abeba:
União Africana, FAO e Instituto Lula somam esforços para combater a fome na África

“O exemplo do Brasil mostra a importância da democracia para mudanças sustentáveis”, afirma professor de Harvard

Aside

“Cada vez que venho ao Brasil acho ele um país mais normal. Neste atual contexto internacional onde tudo está cada vez menos normal, ser considerado um país normal é um grande elogio”, afirmou Dani Rodrik, professor de Política Econômica Internacional de Harvard. Ele contou que veio várias vezes ao país e que a cada vez encontra o país funcionando melhor.

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A palestra de Rodrik aconteceu no seminário A Crise Econômica e o Futuro do Mundo, realizado pela Revista Carta Capital, e foi antecedida pela fala de Marcio Holland, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda. O professor fez uma análise histórica do crescimento mundial e apontou as caminhos que podem ser seguidos daqui em diante.

Ele ressaltou que o final da década de 90 marca uma mudança na tendência de crescimento mundial: é o momento em que os países em desenvolvimento passam a crescer mais que os desenvolvidos. A questão que se coloca então é até quando isso seria sustentável já que havia uma grande dependência de um contexto internacional favorável para que isso acontecesse.

Falando do caso específico do Brasil, ele lembrou que o país teve dois grande momentos de avanço, nos quais se aproximou da renda per capita dos países mais ricos: um no final da década de 60 e início dos anos 70 e outro mais recente, a partir principalmente de 2004. Ele considera este segundo momento muito mais impressionante não apenas pela forma como foi feito, mas também pela conjuntura internacional desfavorável que enfrentou.

A pergunta que Rodrik se coloca neste momento é: “Os bons tempos continuarão?”. Ele próprio responde explicando que isso depende basicamente de dois fatores: a dinâmica de crescimento doméstico e a economia internacional. No caso brasileiro, Rodrik considera que três diferentes modelos de crescimento foram superados: o baseado nos empréstimos e na dívida externa elevada; aquele da transformação de atividades tradicionais em modernas; e o crescimento baseado nos altos preços das commodities. Estes três modelos seriam capazes de produzir crescimento rápido, mas não sustentável.

Ele considera que a época dos grandes crescimentos, acima de 7 ou 8% não voltará para o Brasil ou para outros países do mundo. Pelo menos não de maneira sustentável. Mas acredita que, para o Brasil, um patamar de 3 a 4% é factível com as medidas corretas. O Brasil teria chegado agora a uma fase onde o mais importante é o que ele chama de “investimento em fundamentos”, onde o foco estaria na valorização do capital humano e das instituições. Este modelo produz um crescimento lento, mas constante e duradouro, que pode levar o Brasil muito mais longe.

No cenário internacional, Rodrik ressaltou três preocupações principais: a desigualdade social nos Estados Unidos, o desemprego na Europa – que, segundo ele, precisaria de mais união política para resolver seus problemas – e o padrão de crescimento insustentável da China.

O professor de Harvard terminou falando da importância da democracia para desenvolvimento econômico. Ele afirma que sociedades democráticas lidam melhor com problemas e são mais previsíveis, produzindo mudanças mais sustentáveis. Rodrik considera que a experiência brasileira mostrou exatamente isso: “o exemplo do Brasil mostra a importância da democracia para mudanças sustentáveis”.

Veja os vídeos do debate:
Delfim Netto e Belluzzo debatem crise mundial com Dani Rodrik
Dani Rodrik faz palestra sobre a crise econômica em SP
Dani Rodrik fala sobre a crise mundial [áudio em inglês]
Ministro Fernando Pimentel, Murilo Ferreira e Bresser-Pereira discutem competitividade do Brasil
“Estamos preparados, mesmo em um ambiente adverso”, diz Marcio Holland
“Há 20 anos, a inflação semanal brasileira era maior que o nível anual de hoje”, diz Andre Esteves

Leia também:

Do Instituto Lula:
“Não vamos cansar de falar em competitividade”, afirma secretário de política econômica do Ministério da Fazenda

Da revista Carta Capital:
A crise mundial é tão política quanto econômica, diz Lula
Em palestra, o professor de Harvard prevê taxas menores de crescimento, mas ressalta responsabilidade do Brasil por ser uma democracia
Professor de Harvard pede cautela ao Brasil para enfrentar a crise
Estamos preparados para o crescimento sustentável, diz secretário
Nosso problema é a desindustrialização, diz Bresser-Pereira

“Não vamos cansar de falar em competitividade”, afirma secretário de política econômica do Ministério da Fazenda

A redução do peso da tributação sobre a economia, combinada com redução dos custos e aumento das oportunidades de investimento: esses são os três principais eixos apresentados na manhã desta terça-feira (7) por Marcio Holland, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, no seminário A Crise Econômica e o Futuro do Mundo, promovido pela Revista Carta Capital. O ex-presidente Lula assistiu ao evento e conversou com os participantes sobre a crise mundial, que tem sido tema de diversas de suas atividades. 

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Marcio Holland representou o ministro da Fazenda Guido Mantega e defendeu que o crescimento da economia brasileira tem sido consistente, sobretudo se comparado a outros países de mesmo perfil. Ele mostrou um gráfico que compara o crescimento nos quatro trimestres de 2012 e mostra como, ao longo do ano, o Brasil elevou sua taxa de crescimento para acima da média mundial.

Holland apresentou números de como o Brasil tem feito consistentes desonerações de tributos, sobretudo para a indústria e como isso tem feito a economia se mover mais rapidamente. Ele ressaltou que essa ação era muito esperada pela população. “Poderíamos fazer isso através de uma reforma tributária ideal, mas acho que o ideal é o que a gente faz todos os dias”, afirmou. As desonerações têm crescido ano a ano e representam em torno de 1,5% do PIB ao ano.

Esse novo contexto da economia brasileira, com juros baixos, folhas de pagamento desoneradas, câmbio mais competitivo e política anticíclica efetiva tem construído bases sólidas para o país. “A economia brasileira está pronta para um novo ciclo de crescimento”, finalizou.

Também falou no evento o economista e professor de Harvard e titular de Política Econômica Internacional da Escola John F. Kennedy, o economista de origem turca Dani Rodrik (leia aqui).

Leia também:
Dani Rodrik condena as políticas de austeridade, prevê o fim dos milagres econômicos e diz que nações como o Brasil levam vantagem
“O exemplo do Brasil mostra a importância da democracia para mudanças sustentáveis”, afirma professor de Harvard

Sobre a crise mundial:
“Apenas começamos a resolver os problemas da América Latina”, defende Lula no Uruguai
Modelo econômico do Brasil oferece “raio de esperança”, diz imprensa internacional após fórum na França