Lula e presidenta Dilma participam de jantar com chefes de estado africanos

A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram na noite desta quinta-feira (21) de um jantar com chefes de estado africanos oferecido pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

No encontro, Boni Yayi, presidente do Benin e da União Africana falou em nome dos países do continente. Em seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a intenção de ir ao encontro da União Africana, em julho.

Também estavam presentes o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral, o diretor-geral  da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, José Graziano, e os ministros Celso Amorim, da Defesa, Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Tereza Campello, do Desenvolvimento Social.

Você pode ler o discurso feito pela presidenta Dilma Roussef na página da presidência da República.

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Instituto Lula apoia Fundo Tripartite das Terras Secas da África

Foi apresentado ontem, como parte da programação da Rio + 20, o Fundo Tripartite das Terras Secas da África. O presidente Lula foi convidado para o evento, mas não pode comparecer por questões médicas. Ele foi representado por Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, e Celso Marcondes, coordenador executivo para África do Instituto Lula. Também estiveram presentes o presidente da Agência Pan-Africana da Grande Muralha Verde e presidente do Chade, Idriss Déby, o Dr. Sci. Abdoulaye Dia, secretário executivo da agência, os ministros Miriam Belchior, Miguel Raup e Fernando Bezerra e o governador Eduardo Campos.

O fundo tripartite foi assinado em março entre órgãos do governo brasileiro, francês e o Agência Pan-Africana da Grande Muralha Verde, que é uma agência da União Africana que reúne os 11 países do Sael, que é uma das regiões mais pobres do mundo.  O fundo prevê troca de tecnologias entre os países com objetivo de combater a fome.

Durante o evento, o presidente do Chade nomeou simbolicamente o presidente Lula como embaixador honorário da região do Sael no Brasil pela seu trabalho de cooperação pelo desenvolvimento da África.

Veja abaixo a mensagem enviada pelo ex-presidente Lula e lida por Paulo Okamotto no evento.

MENSAGEM DO EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA AOS PARTICIPANTES DO EVENTO DE APRESENTAÇÃO DO FUNDO TRIPARTITE DAS TERRAS SECAS DA ÁFRICA

CONFERÊNCIA RIO+20 – DIA 20 DE JUNHO DE 2012

Senhores e senhoras, senhor presidente do Chade, Idriss Deby, ministros e autoridades africanas, francesas e brasileiras presentes,

Meus caros participantes ao ato de apresentação do Fundo Tripartite das Terras Secas da África,

Minhas amigas, meus amigos,

Eu gostaria muito de saudar pessoalmente cada um dos presentes neste momento tão especial para as relações entre o Brasil, a França e os países africanos.  Mas, na semana passada, ao mesmo tempo em que ouvi dos médicos a grata confirmação de que havia vencido o câncer na laringe, também recebi a recomendação para poupar a minha garganta nos próximos dias.

Entretanto, eu não poderia deixar de registrar aqui uma mensagem para vocês.

A Conferência Rio+20 é, principalmente, uma oportunidade extraordinária para encaminhar medidas concretas em direção a uma economia que ajude a combater a fome e erradicar a pobreza no mundo.

Eu acredito que colocar em pauta hoje o desenvolvimento economicamente sustentável é, antes de tudo, discutir como alimentar o planeta, exatamente no ano em que deve acontecer um aumento recorde na produção global de cereais. É debater como desenvolver nossas economias de forma a aproveitar as riquezas da natureza sem destruí-la e recuperar as áreas que já foram degradadas.

O grau de avanço científico e tecnológico que a humanidade já atingiu é suficiente para acabar com a miséria. Porém, muitos governantes escolhem a via mais fácil, aquela que privilegia os mais ricos e ignora os mais pobres.

Os mesmos que incentivam os improdutivos mercados financeiros, muitas vezes, são aqueles que permitem a devastação das florestas e dos rios e a exploração até o esgotamento das riquezas naturais. São os que optam por caminhos que não garantem as condições mínimas de vida para os moradores das regiões produtoras destas riquezas.

Infelizmente, em tempos de uma seríssima crise econômica mundial, quando existe a oportunidade real para um debate construtivo sobre os rumos da nossa economia, importantes  lideranças preferem permanecer em seus países.

Mas não será isso que impedirá o debate, pois o mundo de hoje também produz esperanças.

Já contamos às dezenas os países que encontraram a via da democracia e do desenvolvimento. Na África, na América Latina, na Ásia, , hoje são centenas de milhões de pessoas que começam a ter uma vida melhor.  Pessoas que entram no mercado de consumo e que têm mais acesso à educação, à saúde, ao emprego, ao voto livre e democrático.

Ao lembrarmo-nos dessas pessoas, poderemos identificar a oportunidade que temos agora para buscar um novo paradigma de desenvolvimento, que seja sustentável, mas também inclusivo e participativo.

Um desenvolvimento com distribuição de renda e pleno funcionamento das instituições democráticas, que tenha padrões sustentáveis em todos os seus aspectos: não só ambientais, mas também sociais e culturais. É possível, sim, desenvolver um país sem degradar o meio ambiente. Preservação do meio ambiente não é sinônimo de estagnação econômica e social.

O modelo de produção, circulação e posse das riquezas que existe hoje no mundo leva ao esgotamento dos recursos naturais e à concentração de poder e riqueza nas mãos de poucos. A crise econômica mundial prova que este modelo não pode mais ser tolerado. Quem sofre de imediato com a crise são os trabalhadores dos países diretamente atingidos, aos quais se impõe a chamada austeridade.

Para responder a este quadro é imprescindível uma nova postura das lideranças políticas.

Mudar este modelo é construir uma ampla cooperação política e social, que envolva também a comunidade científica. Daí a relevância do Acordo de Cooperação para ajudar os povos de uma das regiões mais pobres do planeta, que neste momento é tragicamente castigada por uma seca histórica.

A mesma seca que atinge hoje o sertão brasileiro e que tem exigido medidas extraordinárias de nosso governo.

Quero registrar minhas mais sinceras congratulações pelo exemplo que vocês dão na Rio+20 ao apresentar esse Acordo inédito em nossas histórias.

O combate à desertificação da região do Sahel, por meio do compromisso que as três partes assumem para reforçar sua colaboração nos domínios da pesquisa científica e tecnológica, é uma demonstração clara do sentido que merece essa Conferência.

A estruturação da comunidade científica da França, dos países africanos e do Brasil, para executar projetos conjuntos, para incentivar o intercâmbio de pesquisadores, cientistas e técnicos, para trocar informações, realizar seminários e divulgar estudos e publicações é um bom caminho a ser seguido

Hoje os brasileiros, franceses e africanos aqui reunidos dão um exemplo de nesse esforço conjunto de combater à fome e à miséria, que atingem ainda boa parte da humanidade.

Meus caros amigos e amigas, tenham a certeza de que estarei presente nesta batalha de vocês, pois o caminho da transferência de tecnologia é estratégico para que possamos sonhar um dia com um mundo melhor e mais justo.

Meus caros amigos africanos, recebam um abraço especial para vocês, espero vê-los em muito breve. Ajudar no estreitamento das relações entre o Brasil e a África é uma das prioridades da ação do Instituto que criei.

Um forte abraço para todos, meus votos de pleno sucesso na efetivação deste Acordo.

Luiz Inácio Lula da Silva

Lula se encontra com Raúl Castro no Rio

Aside

O ex-presidente Lula e o presidente cubano Raúl Castro se encontraram na tarde desta quinta-feira (21) no Rio de Janeiro. Raúl Castro está na cidade para a Conferência Rio+20 e aproveitou para fazer uma visita de cortesia ao ex-presidente.

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Lula participa da abertura da Rio+20

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O ex-presidente Lula participou, na tarde desta quarta-feira (20) da abertura da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. Antes da cerimônia, ele encontrou rapidamente com a presidenta Dilma Rousseff e com o secretário-geral da Conferência, Sha Zukang.

Para Hollande e Lula, saída para a crise é o crescimento

Aside

O presidente da França, François Hollande, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniram hoje (20) num encontro de amigos. Hollande veio trazer ao ex-presidente brasileiro votos de pronta recuperação da saúde. Lula parabenizou o presidente francês por sua vitória nas eleições de maio, que o levaram à Presidência, e nas eleições legislativas que deram a ele maioria no parlamento.

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No encontro, além dos temas da Conferência Rio+20, Lula e Hollande debateram a gravidade da crise financeira e o papel das esquerdas europeias e latinoamericanas na definição de alternativas políticas e econômicas para a superação das dificuldades colocadas por décadas de domínio de políticas conservadoras.

O ex-presidente Lula considerou que a vitória de Hollande favorece a adoção de medidas para enfrentar os desafios que se colocam para o mundo em geral, e para a Europa em particular, após esse período prolongado de imposição de soluções ortodoxas para uma crise que decorre fundamentalmente da desregulamentação do capital financeiro mundial. Reiterou sua opinião de que políticas de austeridade não são suficientes para equacionar os problemas que a Europa acumulou nos últimos anos. Ambos concordaram que é preciso propor medidas corajosas e vencer os desafios sociais, políticos e econômicos que se colocam ao mundo: resolver a crise do emprego, combater a pobreza e dar à juventude esperança de futuro.

O presidente francês elogiou os governos progressistas da América Latina, que adotaram medidas para a superação da crise sem comprometer o crescimento e distribuindo renda. Lula, por sua vez, considerou que a vitória de Hollande abre uma nova perspectiva para a esquerda europeia, que deve aproveitar esse momento e rediscutir o seu papel no continente.

Lula se encontra com presidente francês François Hollande

Aside

O ex-presidente Lula se encontrou com François Hollande, presidente da França, nesta quarta-feira (20), no Rio de Janeiro. Este encontro foi uma das poucas atividades mantidas por Lula em sua agenda durante a conferência Rio+20. O ex-presidente foi obrigado a reduzir as suas atividades no decorrer desta semana por ordem médica.  A reunião começou às 11h, no Sofitel (Av. Atlântica, 4240, Copacabana).

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A vitória recente de François Hollande marca a volta do Partido Socialista ao poder na França desde François Mitterrand, que governou o país por 14 anos, entre 1981 e 1995. O novo presidente francês foi empossado no dia 15 de maio e, nas eleições legislativas de 10 e 17 deste mês, seu partido conquistou a maioria absoluta dos deputados. As propostas de Hollande e do Partido Socialista Francês, de construir alternativas ao receituário da União Europeia para a superação da crise, foram, portanto, referendadas pelo eleitor francês.

A reunião com o presidente francês foi mantida porque, além da afinidade política entre o PT e o Partido Socialista Francês, Hollande e Lula compartilham o diagnóstico sobre a crise financeira internacional e têm opiniões semelhantes sobre os caminhos para superação das dificuldades econômicas e financeiras enfrentadas pelos países do mundo. O ex-presidente Lula, no seu governo, defendeu que a crise se origina e foi alimentada pelos abusos do mercado financeiro internacional desregulamentado, e essa também é uma visão do presidente francês.

Em outubro, em Madri, numa reunião entre Lula e Hollande, então candidato à Presidência da França, o centro do debate foi a crise que atinge com especial violência os países da União Europeia e a experiência brasileira de enfrentamento desse momento crítico da economia internacional com uma política de crescimento, geração de emprego e distribuição de renda.

Lula se encontra com presidente francês François Hollande nesta quarta

O debate sobre as alternativas de superação da crise econômica que fragiliza o mundo desde 2008 estará na agenda do encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês, recém-eleito, François Hollande. O encontro ocorrerá no Sofitel (Av. Atlântica, 4240, Copacabana), às 10h30, nesta quarta-feira (20) e é uma das atividades que o ex-presidente terá na cidade durante a Conferência Rio+20.

A vitória recente de François Hollande marca a volta do Partido Socialista ao poder na França desde François Mitterrand, que governou o país por 14 anos, entre 1981 e 1995. O novo presidente francês foi empossado no dia 15 de maio e, nas eleições legislativas de 10 e 17 deste mês, seu partido conquistou a maioria absoluta dos deputados. As propostas de Hollande e do Partido Socialista Francês, de construir alternativas ao receituário da União Europeia para a superação da crise, foram, portanto, referendadas pelo eleitor francês.

O ex-presidente Lula teria a cumprir uma longa agenda durante a Conferência Rio+20, mas por ordem médica foi obrigado a reduzir as suas atividades no decorrer desta semana.

A reunião com o presidente francês foi mantida porque, além a afinidade política entre o PT e o Partido Socialista Francês, Hollande e Lula compartilham o diagnóstico sobre a crise financeira internacional e têm opiniões semelhantes sobre os caminhos para superação das dificuldades econômicas e financeiras enfrentadas pelos países do mundo. O ex-presidente Lula, no seu governo, defendeu que a crise se origina e foi alimentada pelos abusos do mercado financeiro internacional desregulamentado, e essa também é uma visão do presidente francês.

Em outubro, em Madri, numa reunião entre Lula e Hollande, então candidato à Presidência da França, o centro do debate foi a crise que atinge com especial violência os países da União Europeia e a experiência brasileira de enfrentamento desse momento crítico da economia internacional com uma política de crescimento, geração de emprego e distribuição de renda.