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A culpa da crise não é do trabalhador

27/10/2017 07:46

Lula em sua passagem por Salinas. Foto: Ricardo Stuckert

Por Clarice Cardoso e Mariana Zoccoli
Da Agência PT de Notícias 

“Vamos brigar com unhas e dentes para que ninguém jogue a culpa da crise econômica desse País em cima do trabalhador”. A garantia é do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou, nesta quinta-feira (26), de ato da caravana Lula pelo Brasil, etapa Minas Gerais, na cidade de Salinas.

As conquistas do povo brasileiro durante os governos do ex-presidente e da presidenta Dilma Rousseff também são uma constante nos discursos de Lula durante a viagem e paradas em cidades de Minas Gerais. E o motivo da caravana é sempre lembrado: “uma revisita ao Brasil e para ver como estão ficando todas as regiões”

“Vocês sabem que durante os 12 anos que o PT governou, esse país melhorou, teve mais emprego, mais pequenos e médios negócios, mais investimento em Microempreendedor Individual, não tinha problema na aposentadoria, geramos 22 milhões de empregos, colocamos 30 bilhões de reais de crédito para pequeno e médio produtor rural, fizemos mais universidade, escola técnica, colocamos mais estudantes na universidades e aumentamos o salário mínimo”, recordou Lula, ao povo que o acompanhava na praça de Salinas.


Lula em Salinas. Foto: Ricardo Stuckert

E ele voltou a afirmar: é possível, sim, o Brasil voltar a crescer, a gerar emprego, a ter aumento do salário mínimo, garantia do emprego. “Esse País pode ter muito mais alegria na hora que for governado por alguém que tem compromisso com o povo”

O ex-presidente, que condenou, nesta quarta-feira (25), a decisão da Câmara dos Deputados de salvar o presidente usurpador Michel Temer, criticou, também, as tentativas dos golpistas de acabar com a aposentadoria dos brasileiros justificando um déficit na Previdência Social.

“Durante 14 anos, de 2004 a 2014, a aposentadoria brasileira e a Previdência foram superavitárias, não havia déficit. Isso porque tinha aumento de emprego, de salário, porque legalizamos 6 milhões de MEI. Agora eles acabaram de fazer uma reforma trabalhista e destruíram nossas conquistas desde 1943”.

“Eles não só destruíram isso como agora querem destruir a Previdência Social, querem jogar a culpa do déficit da Previdência no trabalhador”, completou o ex-presidente.

Enquanto o governo golpista tenta promover privatizações e vendas das estatais brasileiras, o ex-presidente garante que vai lutar para que isso não aconteça e para que o patrimônio do Brasil não seja vendido.

“Nós estamos preparados para não permitir que eles vendam o Banco do Brasil, a Caixa, a Petrobras… Já acabaram com a indústria naval, destruíram a indústria de engenharia e agora querem vender o patrimônio público”.

“Não desistam nunca porque eu não desisto. Eles têm que saber que eu estou com muita disposição de brigar porque aprendi a andar de cabeça erguida, que o povo tem direito de comer melhor, morar melhor, de ter uma casa descente, o povo pode conquistar as coisas se ele tiver alguém lá em cima que conheça o povo e que tenha sensibilidade e compromisso”, afirmou Lula ao povo.

Antes do ato, que aconteceu ao final do dia, ele visitou Instituto Federal em Salinas e Araçuaí, criticou as dificuldades técnicas e financeiras que a educação tem enfrentado no Brasil após a entrada do governo ilegítimo de Michel Temer no poder.


Lula visita o Instituto Federal do Vale do Jequitinhonha do Norte de Minas. Foto: Ricardo Stuckert

Lula lembrou que visitou o Vale do Jequitinhonha nos anos 80, durante a época em que o Partido dos Trabalhadores era criado. “Eu não poderia fazer uma visita a Minas Gerais para revisitar o Vale do Jequitinhonha e passar por essa região que passei para criar o PT nos anos 80, sem passar aqui em Salinas”, disse.

Antes de sair de Salinas e seguir viagem rumo a Montes Claros, Lula deixou aos mineiros uma palavra de esperança e fé no futuro de um Brasil melhor: ninguém pode abaixar a cabeça, nem deixar de acreditar que o amanhã será o amanhã que nós quisermos construir”.

Paradas para falar com o povo

Durante o trajeto para Salinas e, depois, Montes Claros, a caravana do ex-presidente Lula parou para falar com o povo que o aguardava na estrada e em cidades. Foram feitas paradas em Aldeia Apukaré, onde o ex-presidente recebeu uma benção e acompanhou uma dança do povo local.


Lula recebe a bênção da Índia Benvina Pankararu de coronel murta da tribo Pankararu. Mesma Índia que o abençoou antes da campanha que ele foi eleito pela 1ª vez. Foto: Ricardo Stuckert

Depois, mais uma parada em Barreiro Grande, Rubelita. Lá, Lula bebeu água de uma das milhões de cisternas que foram distribuídas pelos seus governos no Brasil inteiro, foi homenageado e presenteado pelo povo.

No fim da noite, o ex-presidente parou em Francisco Sá para conversar com as pessoas. Na cidade, ele voltou a criticar a proposta de reforma da Previdência e lembrou, mais uma vez, como o povo brasileiro melhorou de vida nos últimos 13 anos.

“Se querem resolver o problema da Previdência, parem de roubar o país e de jogar a culpa no trabalhador”.


Lula em Rubelita. Foto: Ricardo Stuckert

Assista passagem de Lula por Salinas:



Lula pelo Brasil

A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Minas Gerais, que acontece em outubro, é a segunda etapa do projeto que ainda deve alcançar as demais regiões do Brasil.

Em agosto e setembro, Lula pegou a estrada e percorreu os nove estados nordestinos, visitou inúmeras cidades, ouviu e conversou com o povo.

O projeto Lula Pelo Brasil é uma iniciativa do PT com o objetivo de perscrutar a realidade brasileira, no contexto das grandes transformações pelas quais o país passou nos governos do PT e o deliberado desmonte dos programas e políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social, que vem sendo operado pelo governo golpista nos últimos dois anos.

Por Clarice Cardoso e Mariana Zoccoli, enviadas especiais à Minas Gerais para a caravana Lula pelo Brasil, para a Agência PT de Notícias