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Dilma após visita: É sempre muito difícil ver um inocente preso

12/07/2019 09:24

Dilma Rousseff e a escritora espanhola Pilar Del Río / Foto: Ricardo Stuckert

Aqueles que visitam Lula na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, costumam relatar um sentimento de dor e esperança. A dor de ver Luiz Inácio Lula da Silva, maior liderança política do país, preso injustamente. E a esperança que ele transmite de que o Brasil vai voltar a caminhar nos rumos da justiça e da igualdade.

Nesta quinta-feira (11), esses sentimentos tão conflitantes foram descritos pela sua sucessora, a ex-presidenta  Dilma Rousseff, e pela escritora espanhola Pilar Del Río que estiveram com o ex-presidente ao longo da tarde.

Após a visita, Dilma questiona: “como o nosso país chegou ao ponto de prender uma pessoa inocente, desrespeitando todos os princípios civilizatórios que asseguram que todos são iguais perante a lei?”. E ressalta: “é muito difícil ver um inocente preso”.

Foto: Joka Madruga/Agência PT

Dilma Rousseff fez questão de visitar a Vigília após encontrar Lula

Ao comentar sobre a injustiça cometida contra Lula,  afirma que as conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores do Ministério Público Federal mostram a imparcialidade do processo.

Um juiz que é capaz de atuar em alguns momentos como assessor da acusação e em outros como dirigente da acusação não é isento, nem imparcial. Isso coloca um problema sério para a Justiça, que é a perda de credibilidade aos olhos da população e do mundo. Porque isso é inadmissível em um país democrático.

A percepção internacional sobre o país foi repercutida pela escritora espanhola Pilar Del Río. Ela conta que quando se falava sobre o Brasil na Europa eram lembrados programas como o Minha Casa Minha Vida e o Fome Zero (ambos criados por Lula) e que agora ficou um sentimento de “perplexidade” por todos os retrocessos do governo Bolsonaro.

Pilar também fala sobre o papel que Lula exerceu no mundo, elevando o país a uma grande potência mundial e atuando como um líder também para outros países.

Como é possível que esta potência mundial esteja presa? Como vamos deixar isso acontecer com nossa história? Dentro desta cela está um líder. É emocionante vê-lo inteiro, lúcido, e sendo ainda uma referência para o Brasil e para o mundo.

Da Redação da Agência PT de Notícias