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“Lula representa um projeto de paz”, afirma Okamotto

07/04/2019 19:48

Foto: Brasil de Fato

“Um ano de muita tristeza”, é assim que Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, resume os dias que se seguiram àquele 7 de abril, em 2018. Em entrevista concedida à Rádio Brasil de Fato neste domingo (7), Okamotto lembrou as razões políticas da condenação do ex-presidente, alertou para as ameaças representadas pelas forças que chegaram ao poder por meio de uma fraude e reforçou a necessidade de se ampliar a campanha pela liberdade de Lula.

Okamotto se indigna: “Jamais poderia acreditar que, em pleno século 21, nosso sistema de Justiça pudesse produzir uma mentira tão grande e condenar um líder da estatura de Lula da Silva”. O presidente do Instituto Lula lamenta que a elite brasileira, com apoio da grande imprensa e de setores do Judiciário, tenha conseguido convencer uma parcela importante da população de que Lula é um ladrão, logo ele, “uma pessoa que nunca se preocupou com dinheiro, com vantagens econômicas, uma pessoa que está há mais de 40 anos servindo o povo”.

Paulo Okamotto tem convicção de que o ex-presidente está preso pelo que representa politicamente. “Lula consegue verbalizar um projeto da classe trabalhadora, muito importante para fazer um país com mais justiça social, melhores salários, mais oportunidades, mais trabalho, menos desigualdade”, explica. E resgata o legado deixado por Lula, quando, à frente da Presidência da República, “usou o Estado para fazer com que as pessoas tivessem mais oportunidades”. E conclui: “Isso afeta o interesse dos mais poderosos, de gente da elite”.

Segundo Okamotto, “Lula é um ‘grande animador’ da América Latina, dos países em desenvolvimento, porque representa um projeto de paz, de compreensão entre os países, de solidariedade”. Apesar da indignação com a “farsa” que já completa um ano, Okamotto acredita que “as ideias, o trabalho e a dedicação de Lula vão fazer com que a gente crie cada vez mais Comitês Lula Livre pelo Brasil”, e a partir da organização da luta em defesa da liberdade do ex-presidente, criaremos uma “força extraordinária, que vai sensibilizar até os mais insensíveis dos brasileiros”.