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Cuba coleta 2 milhões de assinaturas por Lula livre

04/11/2019 11:29

Presidente do PT Gleisi Hoffmann recebe 2 milhões de assinaturas de cubanos e cubanas em apoio à liberdade de Lula / Opera Mundi

Por Opera Mundi

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, recebeu, no sábado (2), mais de 2 milhões de assinaturas de cubanos e cubanas a favor da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A entrega foi feita durante o Encontro Anti-imperialista de Solidariedade, pela Democracia e contra o Neoliberalismo, que acontece em Havana até este domingo (3).

Hoffmann disse considerar “muito significativo” que as assinaturas tenham sido recolhidas em apenas 14 dias, em apoio à campanha internacional pela anulação dos julgamentos do ex-presidente brasileiro.

A líder petista aproveitou a oportunidade para criticar o presidente Jair Bolsonaro. “Está vendendo o Brasil, cortando os direitos do povo e tem como política de expressão o autoritarismo”, disse.

Encontro

Mais de mil representantes de partidos políticos e movimentos populares de cerca de 80 países estão reunidos na capital cubana para participar do encontro, evento que se propõe a debater os desafios da esquerda da América Latina contra os ataques do imperialismo e do sistema neoliberal na região.

Assinaturas

Durante as reuniões de sábado, a secretária-executiva do Foro de São Paulo, Monica Valente, fez um chamado à união das forças nacionais e regionais para enfrentar o inimigo comum – que, nas palavras dela, é o neoliberalismo.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Internacional dos Povos, Manuel Bertoldi, lembrou da importância e da necessidade de se montar blocos populares nacionais, assim como programas políticos construídos pelos povos da região.

Já o intelectual cubano Abel Prieto pediu que a esquerda dê atenção à “guerra cultural” que se está vivendo. Ele assinalou o fenômeno que chamou de “gestação do pobre de direita”. “Uma criatura que vota contra si mesma, contra sua família, contra o destino dos seus filhos. Na hora de definir-se politicamente, define-se por seus opressores”, afirmou.

Prieto pediu um outro “modelo de comunicação”, com “democratização real”. “Fazer um arranhão na pedra, para conseguir que a verdade encontre um espaço através da cultura de resistência”, disse.

Ainda sobre o mesmo tema, o equatoriano Amauri Chamorro afirmou que “crises políticas não se resolvem com hashtags”. “Nada pode substituir o porta a porta. Se fosse assim, Cuba, Venezuela ou Nicarágua não teriam sobrevivido à ofensiva que viveram”, disse. “Temos que ser menos chatos como esquerda. Inovar, ser vanguarda. Não modernizamos nosso discurso para disputar esse público que tem menos de 40 anos”, avaliou.