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“Quando a gente odeia, a gente erra”, diz Okamotto sobre desrespeito ao luto de Lula

28/08/2019 10:28

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula / Foto: Coletivo Alvorada

Na manhã desta quarta-feira (28), o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, concedeu uma entrevista à Rádio Timbira, do Maranhão. Ainda indignado, Okamotto comentou os últimos vazamentos de conversas da Lava Jato, nas quais as mortes de Dona Marisa, Vavá e Arthur são ironizadas pelos procuradores da força-tarefa. 

Ele define o tratamento recebido pelo ex-presidente nas ocasiões de suas perdas como “cruel e desumano”, e se diz surpreso de ver “gente estudada, concursada, cuja obrigação primeira é promover a justiça” se comportando dessa maneira. Com tristeza, afirma: “essas pessoas odeiam o Lula. Assim, a chance de ele ter um julgamento justo é zero. Quando a gente odeia, a gente erra”. 

Okamotto ainda lembra que Lula enquanto presidente lutou para que o Ministério Público e a Polícia Federal fossem instituições mais independentes e fortes, a serviço dos interesses da nação. O que está cada vez mais claro, porém, é que “o que eles fazem é luta política e partidária, pelo poder”. 

Sendo a prisão de Lula fruto de um processo “viciado e fraudado”, o único caminho para restabelecimento do Estado Democrático de Direito no Brasil é a anulação dos processos contra o ex-presidente. Para isso, é necessário que o povo brasileiro esteja consciente da perseguição da qual Lula é vítima. “Se chega na opinião pública, chega nos operadores de Justiça”, explica Okamotto. 

O presidente do Instituto Lula ainda destaca que Lula foi “pré-condenado” antes mesmo do seu julgamento. Ele lembra que Sergio Moro e Deltan Dallagnol protagonizaram ações de espetacularização dos processos, como na ocasião da coletiva de imprensa onde foi apresentado o famoso Power Point do Dallagnol. “Quando você vê isso em rede nacional, pra muita gente aquilo é verdade absoluta, fica difícil bater de frente.” 

Somente o esforço de diálogo e conscientização da população pode “criar o ambiente onde a verdade e os direitos podem ser restabelecidos”, aponta Okamotto. Nesse sentido, chama atenção para o abaixo-assinado a ser entregue aos ministros do Supremo Tribunal Federal, pedindo a anulação dos processos contra Lula .