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Instituto Lula participa de premiação ao MST na Câmara

21/10/2019 10:12

Foto: Juca Guimarães

Em sessão solene na última sexta-feira (18), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) recebeu a Salva de Prata, principal honraria da Câmara Municipal de São Paulo. 

O Instituto Lula esteve presente na cerimônia, que homenageia os 35 anos de luta do movimento em defesa da reforma agrária, da agroecologia e da alimentação saudável.


Foto: Paulo Pinto

MST em São Paulo 

Por Brasil de Fato

Entre 11 e 12 mil famílias integram as fileiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado de São Paulo. Com base em alimentos saudáveis, diversificados e livres de agrotóxicos, assentados e acampados protagonizam uma linha de produção com leite, mandioca, grãos, mel, hortaliças e frutas, entre outros alimentos. 

As regiões de Andradina e do Pontal do Paranapanema concentram a maior parte dos camponeses sem-terra no estado, com 5 mil e 4 mil famílias, respectivamente. Leite, grãos e hortaliças compõem o grosso da produção dentro das fronteiras paulistas. 

Na Cooperativa dos Agricultores da Reforma Agrária de Andradina (COAPAR), o leite produzido pelos camponeses é beneficiado e transformado em manteiga, queijo, iogurte e leite em pó. 

O assentamento Cafeeira fica a 14 quilômetros de Andradina, regional que conta com 4.700 famílias do MST. Ali, são produzidos 70 mil litros de leite todos os dias. Além disso, os camponeses também cultivam milho, feijão de corda, mandioca, abóbora, manga, abacaxi, urucum e quiabo.

O assentamento Dandara existe desde 2004, mas a área já havia sido ocupada pelos sem-terra sete anos antes, em 1997. Lá se cultiva alface, almeirão, espinafre, couve, repolho, cebola, cenoura, beterraba, berinjela, quiabo, jiló e tomate. 

Mas não só, no Dandara também se produz temperos (como alecrim e manjericão), frutas (como acerola, tamarindo e mamão) e, agora, os assentados avançam no sentido da agroindústria, com mandioca e abóboras descascadas e embaladas à vácuo para comercialização. 

Nesta quarta-feira (16) os alunos das duas escolas do assentamento aproveitaram a celebração do Dia Mundial da Alimentação e fizeram uma visita à COPROCAM, responsável por processar parte da produção local. Os alimentos são escoados para diversos municípios do estado e feiras da reforma agrária, além de alimentar os alunos das escolas Tietê e Central.

O assentamento Pirituba, na região de Itapeva, sudoeste do estado, é um dos mais antigos de São Paulo: foi ocupado em 1984, logo antes da criação do MST, ao qual se incorporaria um ano depois. Ali, as cerca de 400 famílias se dividem em seis agrovilas. 

Diferentemente do modelo clássico de reforma agrária, que prevê a criação de lotes geométricos e separados entre si, as agrovilas permitem a proximidade das casas e o compartilhamento das tarefas na colheita. Dessa forma, a convivência entre os camponeses e a construção da infraestrutura necessária ao funcionamento do assentamento também fica mais fácil. 

Além disso, no Pirituba funcionam três escolas rurais (do infantil ao ensino médio), três postos de saúde, uma estação de rádio e várias estruturas de beneficiamento de grãos.